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RIO DE JANEIRO 2013 |
ISSO EXISTE?
Por José Carlos Barroso
Tenho visto e ouvido há muito, algumas incongruências,
e sendo mais claro do que evidente isso tem me tocado, e incomodado ao extremo.
Vamos lá!
Bem, meu prezado pode ser até que você não
concorde comigo, mas eu precisava conversar com você. O carnaval bate as nossas
portas, e com ele surge à promiscuidade do homem manifesta com total liberdade
e, liberalidade. É chegado o tempo em que a ordem é não ter ordem, ser mal educado
é comum, não há regras, e a regra é a falta de regras está na hora de ouvirmos
a famosa frase: “O que é que tem”?
E é nessa permissividade injustificável que nasce os
exageros, e a “chave”
da cidade é literalmente entregue ao Rei Momo, numa forma de expressar a total
ausência de controles e limites.
É o tempo da carne militando contra o espírito,
ou seja, é o pecado afrontando a Santidade de Deus – pois encontra ambiente
favorável para atender todos os seus desejos: imoralidade sexual, idolatria,
adultérios, bebedeiras, patifarias, farras, invejas, ambição, egoísmo,
divisões, brigas, roubos, e assassinatos (1ª Coríntios 6.9-10; Gálatas 5.19-21).
Este é o contexto do carnaval, e para os desavisados
CARNAVAL é festa pagã nascida há mais de três mil anos e, e ao contrário do que
muitos dizem, ela não surgiu no Brasil. É festa, que celebra a desordem, a
rebeldia, e a imoralidade. E aí eu me incluo e, me penitencio, pois eu anunciei
essa bestialidade à sociedade, aos filhos de Deus, oferecendo-lhes a oportunidade
de renunciar a palavra do Filho de Deus. Eu era um imbecil, afinal eu estava
morto.
E hoje, como novo homem, fico indignado e
pensando como pude agir assim? E vou ainda mais à frente perguntando-me, como
pode, então, o homem associar uma festa onde o pecado é cultuado de forma
descarada, com a natureza de Cristo, o Santo de Deus (Marcos 1.24)?
Mas por mais absurdo que possa parecer, ainda
existe em meio à cristandade atual, muitos que propagam esta festa mundana a
pretexto de anunciarem a Cristo. E assim promovem o “Carnaval com Cristo”.
Mas vejamos, e atentemos, será que
biblicamente esta é a forma correta de anunciar o Reino de Deus? Por acaso
Cristo utilizou-se do contexto de festas romano-pagãs para propagar a Sua
Doutrina?
Não, em todos os quatro Evangelhos, no Livro
de Atos dos Apóstolos e, nas Cartas de Paulo não se encontra uma referência
sequer de Jesus ou de seus discípulos aproveitando as celebrações carnais a
pretexto de pregar as Boas Novas. Pelo contrário, a mensagem do Evangelho é
radicalmente contra o pecado (“arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para
que sejam apagados os vossos pecados” diz Atos 3.19), pois o cristão
deve sacrificar os desejos da carne, morrendo para o mundo e vivendo para
Cristo (Filipenses 1.21).
E é aí que nos vem algumas perguntas, tipo, como
podemos usar o mesmo altar para adorar ao SENHOR e aos ídolos? O que há
de comum entre o justo e o ímpio? O que tem a ver o carnaval com Cristo? O que
tem as trevas com a Luz?
Tenha consciência disto:
Não é prudente aquele que é fiel a Cristo se juntar a um jugo desigual com os
infiéis. E que concórdia há entre Cristo e Belial (Designação da inutilidade, ou da
indignidade, ou da maldade, como muitas vezes personificadas no Velho
Testamento)? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que
consenso tem o templo de Deus com os ídolos?
Lembrai que somos o
templo do Espírito de Deus vivente, e assim está escrito na Bíblia: Neles habitarei, e
entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí
do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos
receberei; E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz
o Senhor Todo-Poderoso. 2ª Coríntios 6.14-18
E continuando a nos equilibrar nas cordas
bambas dessas incongruências, o que tem a ver as trevas com a luz? A ordem dada
por Deus ao povo de Israel quando este estava conquistando a terra de Canaã era
bastante clara e direta: não adotem os costumes de seus moradores, adorando ao
SENHOR da mesma forma que estes povos adoram seus deuses (Deuteronômio 12.4)!
Depois de
expulsarem os povos daquela terra, arrasem completamente todos os lugares onde
eles adoram os seus deuses, tanto nas montanhas como nas colinas e debaixo das
árvores que dão sombra. Derrubem os alteares, quebrem as colunas do deus Baal,
cortem os postes da deusa Aserá e queimem todas as imagens, para que ninguém
lembre mais dos deuses daqueles povos. Não adorem o SENHOR, nosso Deus,
do jeito que aqueles povos adoram os seus deuses. Deuteronômio 12.3-4
Cristo não veio a este mundo para unir o
santo e o profano, mas para trazer divisão (Lucas 12.51), separando aquilo que
é abominável a Deus e o que Ele aceita. Para os que pensam que ‘não é bem
assim’, o estado da queda humana era tão irreversível que Deus não poupou seu
único Filho, que no momento da cruz carregava sobre si o peso da ira de Deus
(Isaías 53).
A cruz foi o meio pelo qual o homem pecador
foi redimido diante do Santo e Justo Deus-Pai. O meio pelo qual conseguimos nos
reconciliar com Deus, pois isto Jesus é o único intermediador entre o Pai e os
homens (1ª Timóteo 2.5).
Talvez alguém possa afirmar: mas o propósito
é correto, legítimo! Não, você erra por não examinar as Escrituras (Mateus
22.29)! As Escrituras ensinam também a forma. Nenhum dos apóstolos, nem
discípulos ou o próprio Jesus pregaram se utilizando de meios carnais. A
mensagem de perdão não era dissociada da mensagem sobre o juízo vindouro de
Deus e a necessidade de arrependimento (abandono) de pecados.
Se utilizar da época em que o mundo celebra a
‘festa da carne’ (carnaval) é querer agradar bodes e ímpios disfarçados de
cristãos! È Pura incoerência, pois a mensagem do Evangelho deve ser pregada
como ela é. O Mandamento é suficiente (Salmo 119:96), não é preciso de meios
pagãos para ser anunciado a todo o mundo, pois quem convence o homem do pecado é o Espírito Santo (Lucas 24.45; João
6.8; Atos 16.14).
E assim é que blocos análogos aos carnavalescos,
onde o traje usado são os abadas vão
aparecendo ano após ano, sempre se empregando temas diversificados desta
festa, associados ao Evangelho de Jesus, sob o pano de fundo de uma adoração
equivocada.Verdade e contradição, isso são frutos dos tempos? Não foi isto que
Jesus pregou, mas é isso a Sua criatura inventou!
Deus salva a nossa
terra