Por Jocarlosbarroso

Em
concordância com o amigo Nei Medina, há tantos outros jogadores menos
expressivos que receberam adjetivos tão mais amenos e significativos, até o
próprio Heleno de Freitas, o hoje “PRÍNCIPE MALDITO”, foi no auge de sua meteórica
carreira “O CRAQUE GALÃ, O DIAMANTE BRANCO”.
Até
mesmo GILDA que a torcida gritava tentando irrita-lo nos gramados, na verdade
não me parece tão absurdo como esse “MALDITO” que apareceu associado ao “PRÍNCIPE
DE CHUTEIRAS” (Adjetivo dado a Heleno pelo historiador Nei Medina).
Há
tantas expressões mais serenas e que nos eleva a uma época onde o cenário
estava repleto de craques como Tesourinha, Zizinho, Jair da Rosa Pinto e Ademir
Menezes.
Mas
meus caros, o certo é que se Heleno não foi o bendito jamais foi o perverso, o
malvado e, o maligno dos campos de futebol.
Recordo-me
de uma entrevista com sua irmã Vera, quando nos disse do carinho e respeito para
com sua mãe e irmãos, e ela chorou, foi difícil aquele momento de saudades. E
será porque depois de tantos anos sua irmã Vera ainda se mostrava em dor, e tão
saudosa? Porque era ele um maldito? Não, Heleno era um galã, galanteador fino,
gostava de presentear depois de suas viagens.
Mas
então porque esse MALDITO tão maldito? Será que não passa ele de um chamamento
ao público vislumbrando-se o sucesso das bilheterias? Será que não é mais uma
apelação, uma jogada de marketing? Estou quase certo que sim.
Tudo
em sua vida foi deveras explicito, e seu destempero e, insolência, como seu
jeito genioso e, o seu deformante caráter, jamais ultrapassou a sua genialidade, como jogador de futebol,
porque Heleno de Freitas não era um reles jogador, desses como tantos inexpressivos.
Tinha
lá ele os seus deslizes, mas quem não os tem? Principalmente Heleno que cedo se
tornou refém de uma sífilis que o fez dono dessa dicotomia, por ter sido
fulminante ao seu cérebro.
Eu prefiro bem dizer citando
Teixeira Heiser, Luiz Mendes, Armando Nogueira, João Maximo, José Carlos
Araújo, Gerson o canhota, o goleiro Castilho, Éster Tarcitano. (ex
- vedete) Albert Laurence - Jornal Última Hora em 10.11.1959, Moacir Japiassu –
Revista Isto É 12.12.1979) e tantos outros que revelaram esse PRINCIPE em fase
de fama e glamour. Mas agora o cinema desnuda sua vida e passa a mostrar
escancaradamente um homem decrépito, como ainda toda a dor de seu calvário.
Eu, sinceramente prefiro dizer:
SOU DA TERRA DE HELENO DE
FREITAS AQUELE QUE FEZ DA BOLA UM BRINQUEDO EM PLENO EXERCÍCIO DA
ALEGRIA.