Por José Carlos Barroso
“Os extremos são extremamente perigosos”!
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ABSURDO |
A frase dita
pelo religioso papa Francisco I líder dos católicos, "Há limites para a liberdade de expressão”
pareceu aos olhos dos libertários
como Reinaldo Azevedo, colunista da
Veja e da Folha (libertários aqueles
que tendem a seguir doutrinas
baseadas na liberdade absoluta), um desvio coloquial, pois segundo seu
entendimento as opiniões do Papa sobre o
atentado na França “são covardes, imprecisas e politiqueiras”, mas na verdade Francisco não falou nada mais do
que aquilo que já esta escrito como norma jurídica, nos crimes contra a honra por
exemplo no Código Penal Brasileiro artigos 138 (calunia), 139 (difamação) e 140
(injúria) e como ensinamento bíblico, como
em 1 Coríntios 6.12 "Todas
as coisas me são lícitas mas nem todas convém”.
Com todo
respeito ao Jornal francês Charlie Hebdo, e em que pese às mortes ocorridas, o
que é absolutamente inaceitável, por ser monstruoso também ao nosso sentir, não
ha nada demais na citação de Francisco.
Todavia assim não pensa o senhor Reinaldo Azevedo, colunista da Veja e da Folha, que se debruçou em
críticas vorazes a fala do papa Francisco, dizendo
que o Papa acabou por compreender o que os terroristas fizeram, e escreveu ele “Eu poderia até perdoar a ambigüidade em alguém com menos
importância do que Francisco. Nele, nem pensar.
Toda a mídia
nacional e internacional deu destaque a esse episódio após a morte dos cartunistas
do jornal Charlie Hebdo. No entanto virmos a sofrer o vomito destemperado desse
colunista é também impróprio na medida em que suas palavras ganham a mídia e o
mundo, isto também é inaceitável. Qualquer tipo de injuria, calúnia, e difamação,
abre um parêntese enorme para conseqüências inclusive morais vide art. 186 do CC.
O Papa Francisco
abriu a sua boca para defender o que diz a palavra de Deus e assim a praticou,
cumpriu a sua missão apostólica evangelizadora.
Lado
outro, será mesmo que existe sátira em um desenho em que Hitler aparece
saltitante, dando um alô pra “judeuzada”, ou em que o papa Bento 16 troca
carícias com um soldado da Guarda Suíça, ou em que um árabe lambe o traseiro de
um judeu, ou que o Deus, Jesus e o Espírito Santo aparecem satirizados? Não há graça alguma, ha sim um desrespeito
total.
E se o colunista da Folha terminou vociferando ou rosnando: “Francisco, por que não te
calas? Nós na nossa pequenez aproveitando o ensejo mandamos nosso recado ao senhor Reinaldo Azevedo: “ÉS O FAMOSO QUEM MESMO”?
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