GALÁCIA

GALÁCIA


José Carlos Barroso



Sempre me encantou a
vida de Paulo, então parti para a Galácia , era minha primeira viagem depois da libertinagem.

Ouvi os capítulos, e no quinto meditei os versículos. caminhei do dezesseis, e cheguei ao vinte e seis.

Peregrinei em Filipo, d
o um ao quatro, mas se a Galácia foi salvação, em Filipo um, encontrei a redenção.

No versículo vinte e um me aprofundei fui a frente ajoelhei no “Viver é Cristo Morrer é lucro”.



quinta-feira, 6 de março de 2014

*A VIOLÊNCIA E A PUNIÇÃO EXEMPLAR E ESPETACULAR":




Por José Carlos Barroso

“.No Brasil, a violência não é uma qualidade das pessoas más”, mas o fator estruturante da sociedade.” 

Ao inicio torna-se apropriado citarmos a frase abaixo que é atribuída a um dos mais geniais escritores de todos os tempos, o argentino Jorge Luis Borges (1899-1986), com a qual muitos não concordam e, aí me incluo, deixando isto estabelecido de forma pública.

“A democracia é um erro estatístico, porque na democracia decide a maioria e a maioria é formada de imbecis”.
Contudo, é possível, fazer uma analogia entre a premissa matemática do silogismo pseudoborgeano (Relativo ou pertencente ao escritor argentino Jorge Luis Borges - 1899-1986), ou próprio dele, e a relação entre discurso e violência no mundo que estamos criando e, essa será a temática a ser desenvolvida a partir de opiniões diversas, e fruto de analises pessoais e doutrinarias.
Pois bem. Em sentido amplo, estamos vivendo, em uma sociedade na qual a violência é erroneamente interpretada, na maioria das vezes, como uma dimensão da vida social, que surge episodicamente e que, portanto, precisa ser reprimida topicamente, pontualmente e de forma espetacular, como forma de satisfazer uma pedagogia de exemplaridade.
Esse modo de pensar vigorou entre a Antiguidade (como exemplo as crucificações promovidas pelos romanos) até o século XVIII (lembremos das mulheres e homens queimados em praças públicas, como exemplo, alguns notáveis pelos seus experimentos científicos, ou alguns pensadores que foram tomados como indignos pela suspeição de que suas idéias e ideais contrapunham aos pensamentos da época) – a partir daí, como qualquer pessoa que é conscientemente herdeira das tradições ditas iluministas deve ter ciência, da idéia de punição-exemplaridade.
Ocorre que prudentemente esse pensamento foi substituído (nas tradições racionalistas) pela constatação de que os seres humanos são animais sociais e culturais e, logicamente, seria mais útil para toda a sociedade, que o indivíduo, que não está adequado às normas socialmente aceitas, deve ser reeducado e utilizado em benefício da própria sociedade, o que também quer dizer em benefício de si mesmo.
No entanto ainda há àqueles que, por infeliz exceção, não estão familiarizados com esta idéia, ou acreditam que ela é uma invenção acadêmica de países subdesenvolvidos que querem defender bandidos, ou é coisa “dessa gente de Direitos Humanos”,
Porém é lamentável que ainda surja em tempos modernos onde sobrepuja a tecnologia, o argumento fácil e finalístico, entre as interlocuções de que “bandido bom é bandido morto”.

O discurso da violência toma acento nas redes sociais, principalmente, e tem como conseqüência se descortinar um efeito cascata que acaba por envolver a todos aqueles aficionados, que desfrutam das redes sociais, como meio interativo, e até de forma dinâmica, com as diversas fontes informativas.
Salta-nos aos olhos que a violência é tão presente que tem se tornado invisível aos olhos da maioria e se manifesta cada vez mais em discursos nas redes sociais até em forma de clamor público.

“O CLAMOR DAS MASSAS NÃO DEVE EXERCER INFLUÊNCIAS NOS JULGAMENTOS SOB PENA DE ESTARMOS VIVENCIANDO O COMETIMENTO DAS INJUSTIÇAS EM MASSA”. (JOCARLOSBARROSO)

Não, não é assim que se pensa, e que se fala muito menos que se faz, pois todo aquele mesmo que tomado pelas imundices humanas, deve ter oportunidades de se recompor perante a sociedade e por ela e, para ela ser reeducado.
Não estamos com isto querendo justificar, por exemplo, a ação dos “grupos de bairros” – sim preferimos assim nomeá-los, ao invés de reafirmar as pechas corriqueiras imputadas aos mesmos, como por exemplo, de gangs, de black bloc (bloco preto) fazendo com que sejam os mesmo estigmatizados ainda mais como elementos do mal, que convenhamos é um sinal denegridor infamante.
Porém é sabido e consabido que o problema social é muito maior do que imaginamos e, que a esse se junta outros tornando a questão mais complexa do que realmente parece ser. Dizer que esse estado de coisas, esses enfrentamentos desses grupos tem como origem e pano de fundo o tráfico de drogas, ou reivindicação de direitos, ou seja, sinal dos tempos é bem mais fácil, mais cômodo, do que as instituições e, os governos buscarem as verdadeiras causas desse caos e assim colocarem em pratica as suas políticas publicas sociais.
O que é inegável mesmo é que esses enfrentamentos de grupos, expondo as escancaras uma inconteste violência, que têm trazido dor no seio das famílias, e são elas que estão arcando com as conseqüências dos sérios problemas, participando de certa forma também como culpada, na medida em que seus membros são presos e condenados em nome da exemplaridade, e até mortos pela estupidez.
Certa também é a "omissão do Estado”, que não se mostra aparelhado de forma adequada a promover uma completa reformulação dos conceitos sociais, muito menos aparelhados estão para o enfrentamento dentro da plausibilidade para lidar e resolver o sério problema da criminalidade, da violência, bem como as questões que lhes são pertinentes junto aos componentes desses grupos, permitindo pela negligência, que o tempo seja o senhor das coisas, conseguindo apenas que ele seja sim o senhor das aberrações nefastas.
Não podemos generalizar como se todos os casos tivessem como origem o envolvimento no tráfico e, como justificasse tudo, muito menos demonstrarmos o absurdo da frieza daqueles que dizem: “Morreu? Também não era coisa boa!” Isso jamais, e ao nosso convencimento esta não é uma máxima a ser seguida por ser contraria aos princípios cristãos.
Não obstante é evidente que nem todos estão envolvidos nesses conflitos, assim como evidente também é que os que estão podem ser recuperados e, não escolhidos para serem sentenciados de forma exemplar e espetacular, com punições absurdas, que avançam a prudência como se o acautelamento em prisões fosse a solução para os problemas, vez que as prisões não passam de masmorras fétidas onde perfilam condenados que se arrastam por anos por estarem muitas das vezes abandonados a própria sorte.

Condenados, abandonados pelas famílias, pela sociedade, pelo governo e instituições, e pela própria lei estão a superlotar as instituições penais. A propósito assevera Cesare Beccaria:

“Parece-me absurdo que as leis, que são a expressão da vontade pública, que abominam e punem o homicídio, o cometam elas mesmas e que, para dissuadir o cidadão do assassínio, ordenem um assassínio público”. Cesare Beccaria
É um erro as interpretações das leis de forma odiosa, temos sim que prevenir os crimes e usando da prudência, e parafraseando Beccaria o meio mais seguro, mas ao mesmo tempo mais difícil de tornar os homens menos inclinados a praticar o mal, é aperfeiçoar a educação.

Beccaria se insurge contra se distribuir prodigamente a prática de torturas, as penas de morte, as prisões desumanas, o banimentos, as acusações secretas, as penas infamantes, a confiscação, a desigualdade entre os castigos se mostrando contra essa tradição jurídica ao passo que invoca a razão e o sentimento.

Fez-se ele o porta-voz dos protestos da consciência pública contra os absurdos, contra a desigualdade ante o castigo, a atrocidade dos suplícios; estabelecendo limites entre a justiça divina e a justiça humana, entre os pecados e os delitos.
"A grandeza do crime não depende da intenção de quem o comete", escreveu.
Condena o direito de vingança e toma por base do direito de punir a utilidade social, ressaltando a necessidade da publicidade e da presteza das penas: "quanto mais pronta for a pena e mais de perto seguir o delito, tanto mais justa e útil ela será". Declara ainda a pena de morte inútil e reclama a proporcionalidade das penas aos delitos ("a verdadeira medida dos delitos é o dano causado à sociedade"), assim como a separação do poder judiciário e do poder legislativo.
Sua posição parece-nos ser prudente, pois a vingança não encontrou lugar em seu peito e, isto é extremamente correto, pois assim não se corre risco algum pelos enganos que cometemos vez que a historia dos homens é um oceano de erros.
Ressalta por fim que o castigo deve ser inevitável, mas que não é a severidade da pena que traz o temor, mas a certeza da punição. "A perspectiva de um castigo moderado, mas inevitável, causará sempre uma impressão mais forte do que o vago temor de um suplício terrível, em relação ao qual se apresenta alguma esperança de impunidade".
Assim entendemos que as posturas discursivas violentas só são assumidas, na maioria das vezes, porque a internet poupa seus emissores desta conta emocional do constrangimento presencial.

Assim concluímos que a prevenção dos crimes (leia-se pela educação) é melhor do que a punição, e se a mesma for necessária, que seja aplicada de forma proporcional ao delito, sem a pecha da vingança, levando a sociedade como um todo e os poderes constituídos a sopesarem, essa proposta visto que nos parece ser a mais prudente e a melhor a ser aplicada, de forma incisiva, exemplar e espetacular. ISSO SIM, É JUSTO, É DIREITO!

*
José Carlos Henriques Barroso é advogado nas áreas Cível
Criminal, Trabalhista, Família e Previdenciária.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

ODE A UM GRANDE HOMEM



ODE  A UM GRANDE HOMEM
Por Betto Vampiro em 28.11.1989

Quando uma criança vai pela primeira vez a escola, não compreende plenamente o que o ato de começar a vida escolar significa. Não sabe que é o começo de uma longa etapa, a mais bela e importante na vida de cada homem. A criança vai a escola preparar o seu futuro. O homem ou a mulher em que se transformará mais tarde depende, em grande parte, desses anos escolares, do pré-primário à universidade, em que, além de sua capacidade profissional, receberá também uma formação moral e social e uma mentalidade de vida.
A escola é, depois da família, a instituição de maior importância na vida de uma nação. O caráter, a capacidade profissional, a moralidade de seus habitantes dependem grandemente do número e qualidade das escolas.
E nesse particular, podemos, sem sombra de dúvidas, citar o grande educador que foi UBI BARROSO SILVA, o sô Bi, como era chamado. Várias e várias gerações de são-joanenses subiram a “COLINA DA ESPERANÇA”, de saudosa memória, em busca de saber. E quando encontraram sempre aquele homem pertinaz, disciplinado, dedicado, sábio.Foram muitos e muitos anos de labuta diária, entre alegrias e decepções que forjaram o grande mestre. Grande educador, pois não gostava que lhe chamassem de mestre, embora o fosse. E dizia sempre que não se vai a escola apenas para receber instrução, conhecimentos, mas para receber uma formação humana integral que, junto com a oferecida pela família, que é a primeira responsável pela educação dos filhos, formará o cidadão útil e responsável. E como o educador, seguia sempre estes deveres, se assim podemos chamar:
·       Educar não só teoricamente, mas com exemplo de sua vida
·       Ser justo, tanto nas notas, como nas recompensas e castigos
·       Ensinar com competência, aproveitando todo o tempo destinado às aulas
·       Manter a ordem e a disciplina, conquistando a atenção e o afeto dos alunos.

Assim foi o PROFESSOR UBI BARROSO SILVA, figura proeminente no ensino de nossa terra.

E certos podem ficar; esteja você onde estiver, o sô Bi estará velando pelo desenvolvimento cultural de nossa terra. Velando pelas nossas crianças, pelos nossos jovens, com quem tanto cativou.

E com o pensamento voltado para Deus, eu digo:

“O GÊNERO HUMANO COMEÇA A CADA MOMENTO”


Obrigado Betto pelo carinho, mas só podíamos esperar da sua parte homenagens como esta, pois você sempre foi para meus pais um filho muito querido e você sabe porque!


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

LUIS CLAUDIO KNOP E O SÔ BI...!!!!!!

São João Nepomuceno, 16 de Novembro de 2.013.

Primeiramente, quero agradecer a “DEUS PAI”, “DEUS FILHO” e “DEUS ESPÍRITO SANTO”, sobre todas as coisas, por estarmos aqui reunidos em Paz, Harmonia, Concórdia, tríplice argamassa que certamente conduzirão esse nosso Primeiro Encontro da Turma de Formandos da 8ª Série de 1.976 do Instituto Barroso.

Quero agradecer à minha Querida Esposa Cida e minha Amada Filha Cláudia, que sempre estão ao meu lado em tudo aquilo que me proponho a executar, aconselhando-me, às vezes, trazendo-me à razão, apoiando-me, enfim, comigo, lado a lado. Sem vocês minha vida não teria nenhum sentido!

Queridos Professores, nossos grandes benfeitoras, que durante toda nossa caminha estudantil, tanto nos ajudaram, com palavras amigas, carinhosas e sábias.

Querido Fabinho, amigo sincero e leal, sábio, inteligente. Ah! Se você pudesse me responder, sinceramente eu gostaria de lhe perguntar: Como é se sentir o primeiro portador de necessidades especiais “incluído” aqui em São João?

Por fim, aos meus Queridos Amigos e mui Dignos Familiares! A todos vocês que nos brindam nesse momento com suas ilustres presenças, os meus mais ardentes e sinceros agradecimentos.

                Formamos uma Comissão de abnegados colegas dispostos a empunharem essa bandeira de luta e a conduzirmos às últimas conseqüências, qual seja, a realização deste tão sonhado Primeiro Encontro, após longos 37 anos de formados.

                Pessoas como “VOCÊS, nos alimentam de entusiasmo e energia para prosseguirmos nossa caminhada, apesar de pesada, apesar dos nossos afazeres cotidianos, isso tudo se torna “pequeno” por que existem pessoas como vocês.

                Gostaria nesse momento especial, de dirigir-me à família “Barroso Silva”.

Por várias vezes nós, ex-alunos do meu, do seu, do nosso inesquecível e querido Instituto Barroso nos encontrávamos e sempre imaginávamos uma forma de organizarmos um “Encontro” daquela “nossa turma de 1.976”, a “Turma do Salão Nobre”, que tantas saudades deixaram, principalmente para reverenciarmos alguém que pontuou “marcas profundas em nossos corações.

Em nossas idas e vindas do dia-a-dia, em nossos tropeços pela vida afora, em nossos momentos de alegrias e dificuldades, de perdas irreparáveis, enfim, em tudo que fazemos ou passamos sempre vem à mente a lembrança de alguém que muito representou e representa até hoje para todos nós em nossas vidas.

Amigo de todos, amigo dos são-joanenses, amigo dos mais carentes, daqueles que tiveram a honra e o privilégio de conhecê-lo e, de certa forma, usufruir do seu imenso carinho, de sua prestimosa atenção, principalmente nos momentos de dificuldades e de desilusões.

Falo meu amigo, nesse momento, de seu querido “Pai”. Conheci o “Sô Bí”, ainda menino, contava com mais ou menos onze anos, mas, ali, naquela Respeitada Instituição de Ensino, comecei a dar meus primeiros passos para a vida, conduzido por aquelas mãos bondosas e por muitas vezes e com razão, também bastante enérgicas.

Desde então, apesar de menino, mantivemos uma relação de amizade verdadeira, sincera, calcada na lealdade e no respeito mútuo. Às vezes, confesso-lhes, eu desmoralizava bastante. Levava umas “Cartinhas de Suspensão para Casa”, uns “Puxões de Orelha”. Nada de Mal, nada de ressentimentos! Coisas de criança! “Sô Bí” era um homem simples, mas, sobretudo com uma visão aquilina da realidade. Uma pessoa afável, elegante e extremamente educada. Mas, todavia, era intransigente, sobretudo na defesa daquilo que considerava justo e legal.

Em toda sua vida, pelo esforço pessoal, soube, com galhardia, vencer todos os percalços para se impor como um cidadão decente, respeitado até por aqueles que não compartilhavam de suas idéias. Era considerado um bom adversário, daqueles que dignifica uma boa demanda, mas que nunca deve ser tratado como inimigo.

Sua competência, sua inteligência inigualável, sua lealdade e seu espírito de solidariedade, e, acima de tudo, sua simplicidade, o fizeram conquistar o respeito e a admiração de todos os seus alunos, professores e funcionários da instituição que tão bem comandava. Amigo do Fabinho, reciprocidade de amor inigualável, praticamente o “Pioneiro” em São João Nepomuceno, quando falamos em “Inclusão Social”. Lá atrás, quando os governantes ainda não tinham essa visão, lá estava o Fabinho no Ginásio se sentido “gente”, se sentindo “importante”, incluído no meio social.

Viver com simplicidade é uma opção que se faz!

O simples é aquele que não simula ser o que não é, que não dá demasiada importância a sua imagem, ao que os outros dizem ou pensam dele.

A pessoa simples não calcula os resultados de cada gesto, não tem artimanhas e nem segundas intenções. Ela experimenta a alegria de ser, apenas.

A simplicidade não ignora, apenas aprende a valorizar o essencial.

Tudo isso compuseram a “simplicidade” do seu “existir”.

                “Sô BÍ” era um homem transparente. Tudo nele era claro, sempre à vista de todos. Sentimento, reação, o que pensava e o que ia dizer.

Gostaria de nesse momento de “confraternização” que estamos vivenciando lembrar um pouco de seu querido e já saudoso pai, com grande carinho e emoção, dizendo-lhe do fundo do meu coração essas poucas palavras, coisa que pessoalmente, confesso-lhes, nunca ter tido coragem de dizer-lhes, apesar de nossas grandes e sinceras amizades. Reporto-me às palavras de um grande amigo, no momento quando se despedia de seu irmão na sua última morada, nos proporcionando uma grande lição de fé e otimismo: “Não se entristeçam! Ele continua entre nós, apenas não podemos vê-lo, mas ele poderá nos ver, e o mais importante, nos orientar, e, aí sim, vamos ter plena certeza de que, na essência do seu saudoso espírito, DEUS se manifestará com o consolo. Sua passagem terrena deixou para nós, todo um legado de competência, honestidade, trabalho, dedicação, inteligência e acima de tudo, amor à educação, ao próximo e á família.”

A Ele, meu querido “SÔ BI”, um carinhoso beijo, um fraternal abraço e o sincero reconhecimento de todos os seus alunos da “TURMA DO SALÃO NOBRE”, e por que não dizer, de todos aqueles que sentiram o seu puro e verdadeiro amor ao próximo, tendo a subida honra, o prazer e o privilégio de desfrutar do seu carinho e da sua amizade, quando não havia mais luz no fim do túnel, nos momentos mais difíceis de suas vidas, e, com toda certeza, puderam saborear o líquido precioso contido no cálice de sua imensa bondade.

“Durante toda a minha vida, muitas pessoas passaram por mim, dia após dia.

Mas, somente algumas dessas pessoas ficarão para sempre em meu coração, às vezes, por haverem dito uma única palavra de conforto quando eu precisei; às vezes por ter me dado muito de sua atenção, por ter me ouvido, quando falei das minhas angústias, meus medos, minhas vitórias e derrotas. Contudo, isso é ser amigo: é ouvir, é confiar, é amar. E amigos de verdade, não escapam. Sempre vão estar presos de alguma forma em você, sejam por lembranças, ocasiões; Assim como indestrutíveis são as pegadas da alma. Por ter sido tudo isso, por ter sido um ser humano maravilhoso, por ter sido, “UBI BARROSO SILVA”.

Que saudade do Senhor querido amigo! Saudade do seu sorriso, das suas brincadeiras, de seus abraços apertados, das suas gargalhadas, dos seus arrochos nos dias de provas, os sapatos vulcabrás que deveriam estar engraxados, o uniforme impecável, todo o colégio ensaiando para os desfiles, perfilado na rua, sem que ninguém pudesse sair do alinhamento, enfim! Saudade que levo no coração, com tanto afeto, guardando lembranças de uma amizade especial, pelo amigo que nem o tempo, nem a doença, nem a morte levando-o tão prematuramente, me fez esquecer. Não, nada disso! Nada conseguirá apagar de minha mente, de meu coração, da minha vida, as ótimas recordações que guardo de ti.

As coisas sempre ficam para trás, mais cedo ou mais tarde.

Mas há tesouros imateriais que jamais se esgotam.

As amizades genuínas, um amor cultivado, a serenidade e a paz de espírito que ele sempre nos transmitiu são alguns deles.

Foi-se um homem de têmpera, um amigo leal, um marido, um pai, um professor invejável e um Amigo retilíneo.

Ficou o legado de retidão, de caráter, de honestidade, de competência, de amor ao próximo, de amor à família, de amor aos seus alunos, aos seus professores, aos seus auxiliares, ao Fabinho, seu grande amigo e fiel escudeiro, o exemplo de uma vida vivida com simplicidade, na simplicidade de uma vida simples.

Que Deus, no triunfal e solene momento da ressurreição, o acolha no redil dos salvos, na gloriosa Canaã Celestial.

Com um Fraternal Abraço!

Luís Cláudio Knop.

OBRIGADO LUIS CLAUDIO, VOCÊ COMO SEMPRE CORTEZ E AMIGO. É POR ISSO QUE EU LHE DISSE - CREIO QUE POR DUAS VEZES NO DIA DO ENCONTRO, SOBRE A IMPORTÂNCIA DA ALEGRIA QUE VOCÊS ME PROPORCIONARAM. QUE DEUS ABENÇOE VOCÊ MEU "AMIGO" E A TODA A SUA FAMÍLIA E A TODA COMISSÃO ORGANIZADORA DESSE ENCONTRO! 




                                                                 

sábado, 16 de novembro de 2013

O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA



SERÁ MESMO QUE ELES MERECEM SÓ ISSO?
Por José Carlos Barroso

A Câmara de vereadores são-joanense esteve reunida nesse dia 14 último para  discussão e votação da revogação da Lei que criou o DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA no município (feriado municipal), quando então deparei no face book, com uma postagem de um de nossos nobres representantes e, já lhes adianto, que nada há de pessoal contra quem quer que seja. O debate deve estar sempre voltado para o campo das idéias e jamais para o das pessoas Vejamos ipsis litteris:

“Eu e os demais vereadores votamos conscientes de que estaríamos homenageando a nossa cultura, nossas raízes, nossa gente...infelizmente para a classe patronal... muitas vezes atrapalha mais um feriado, em que a produção, menos lucro, impostos, e que martirizam até os próprios chineses que vendem suas mercadorias mais em conta, acessíveis ao bolso do cidadão...Inconstitucional seria não preservar nossa cultura e fazer valer o DIREITO LEGÍTIMO de uma classe extremamente produtiva e digna que somos todos nós...os afro-descendentes brasileiros...Parabéns a todos por essa data democraticamente merecedora!!!”

A postagem do parlamentar municipal levou-me a sopesar sobre o assunto e posicionar-me, quanto à matéria e a sua complexidade.

Será mesmo Senhores Vereadores, que Vossas Excelências estão conscientes de que com um feriado insípido desses, estarão a homenagear a cultura, e nossas raízes? Será mesmo que pensam que basta aos negros são-joanenses um feriado, apático, literalmente “sem açúcar e sem afeto” parafraseando Chico Buarque? Será mesmo que podem Vossas Excelências se vangloriarem de vossas consciências?

Que me desculpem os que pensam contrários, mas não se constrói um País através de feriados como querem, ou pensam para que fiquemos livre do trabalho, corroborando e endossando a apatia e a inércia. Um País se faz com trabalho digno, com muita consciência e, com respeito a todos de uma comunidade jamais com feriados que só fazem por empanar essa macula absurda chamada ESCRAVIDÃO.

“Não precisamos de um dia de consciência negra, parda, branca, albina, ou amarela, precisamos de 365 dias de CONSCIÊNCIA HUMANA!!” Pensem nisto Senhores Vereadores antes de tratarem de temas complexos como o presente!

Meus prezados, o respeito, a dignidade deve ser à base da eqüidade que esse povo sempre sonhou. A homenagem que Vossas Excelências querem imprimir como autoridades representativas do povo deveriam ser a de não permitir que todos esses nossos irmãos negros venham ser subjugados e, humilhados como foram.

Desculpem-me, mas não há nesse pensamento, a mínima consciência e, sim a maior das inconseqüências, ou o maior dos equívocos, infelizmente!

Sejam sabedores, ilustres representantes do povo, que esta “homenagem” se é assim que a chamam, é muito pouco para um povo sofrido e humilhado, vocês acabam de lhes dar uma pílula consoladora de farinha e água depois que eles viveram as pechas da incompreensão sempre contrárias ao bom senso, à razão, e a verdade.

Para terminar, e para que todos tomem conhecimento, orgulha-me o sangue que corre em minha veia, o sangue do povo de ZUMBI, orgulha-me ser parte de uma miscigenação, orgulha-me mais ainda ter sido criado por uma “mãe do coração”, que talvez alguns de Vossas Excelências tenham conhecido – a LALA - um doce de nome, de quatro letras apenas, assim como o AMOR, para um doce de mulher, mulher pura, meiga, simples, uma digna representante desse povo negro, que emprestou-nos o sangue para vivermos, que deu-nos a dignidade para sermos gente, e abominarmos o pesadelo que viveram e ainda vivem.

As minhas homenagens não deixarão de existir, mesmo e principalmente que seja contrário a esse “feriadozinho” que pouco, ou nada representa perto da magnanimidade do coração dos homens e mulheres dessa raça de beleza e significado imensurável!!

O que espero e que possamos continuar a viver os ideais do povo negro, os ideais de LIBERDADE!

 LIBERDADE!!!