GALÁCIA

GALÁCIA


José Carlos Barroso



Sempre me encantou a
vida de Paulo, então parti para a Galácia , era minha primeira viagem depois da libertinagem.

Ouvi os capítulos, e no quinto meditei os versículos. caminhei do dezesseis, e cheguei ao vinte e seis.

Peregrinei em Filipo, d
o um ao quatro, mas se a Galácia foi salvação, em Filipo um, encontrei a redenção.

No versículo vinte e um me aprofundei fui a frente ajoelhei no “Viver é Cristo Morrer é lucro”.



quarta-feira, 9 de julho de 2014

ESTE PAÍS É GRANDIOSO NÃO SÓ GRANDE!!



E SENDO GRANDIOSO DEVE SER A NOSSA PAIXÃO:
Por José Carlos Barroso:   

O povo deve respeitar antes de tudo!
     
Os fogos de artifício por momentos cessaram frente ao desastre originário da teimosia, da falta de preparação técnica, talvez até da burrice, mas pelo menos desta vez a minha cachorrinha “zoiuda” ficou mais calma, quem sabe também pressentido que algo de errado estava acontecendo em meio aos turbilhões de otimismo, pelas cinco estações vencidas até o fatídico dia 08 de julho, algumas até a duras penas sem nenhum convencimento apenas pela bravura de alguns soldados de chuteiras, sim porque a atitude de alguns dava até pena, parecíamos um time de sub vinte enfrentando a campeã de quatro copas.

Bem, mas isto já é passado e, passada a euforia, e a decepção chegamos à realidade “crua e nua” sim isso mesmo, pois temos que partir do zero, encarar que já não somos tão brilhantes apesar de nossos “melhores homens” neste particular estarem a povoar equipes famosas por esse mundo, como por exemplo, contra a equipe nossa adversária de ontem a Alemanha, alguns dos nossos brilhantes jogadores conheciam-na bem de perto, pois lá estiveram ou por lá estão, e dela tem conhecimento, mas verdadeiramente estamos literalmente “crus e nus” e, esta é a grande realidade.

Contudo não podemos cair na tentação de que tudo está errado neste pedaçinho de paraíso chamado Brasil e nos aliarmos a uma elite que só faz insinuar e insuflar o povo para que eles se abasteçam e encham seus palácios, as custas da grande maioria. Temos que parar de sermos imitadores dos errados, temos de conhecer a historia de nossos homens e mulheres, seus feitos e defeitos. Será que sabemos bem a historia a vida pregressa de nossos futuros candidatos?

Um amigo escreveu apropriadamente o seguinte: “Parem de achar que jogo perdido, goleada, etc. tem a ver com a presidência do país” e, eu comungo com seu pensamento, pois das duas uma isso é burrice ou é prepotência da ignorância de que neste País somente eles conhecem a realidade.

Façamos um exame de consciência, retrocedamos na nossa historia, rica de acontecimentos e aborrecimentos, mas será daí que começaremos a nos instruir, isso mesmo, é importante conhecermos de onde viemos, como vivemos, para onde iremos, porque iremos, o que conquistamos, quantos de nossos morreram, ou sofreram para que tivéssemos o privilegio de poder falar, sem sabres e baionetas, sem canhões e fuzis, sem bombas e prisões, para que pudéssemos até vaiar, mesmo que pensemos, que isso seja o último recurso de um moleque, precisamos saber o que queremos para nossos filhos e netos e, isso é primordial.

Não somos um País de chuteiras, somos um País onde alguns também usam chuteiras, nem mesmo que nos basta vestir uma camisa amarela para sermos brasileiros e patriotas, a própria Alemanha hoje nossa algoz no futebol foi literalmente destroçada em duas ocasiões, duas guerras mundiais, e hoje são uma potencia e, nos mostraram isto, de forma até comedida se bem refletirmos.  

Pensemos friamente, com prodigalidade de conhecimentos e, não como papagaios de destemperanças, será que alhures estaríamos melhores ou estaríamos somente endossando e engrossando o coro e, infelizmente reafirmando o dito popular de que “a galinha do vizinho é sempre mais gorda”  
Primeiro meus prezados temos que ser verdadeiramente apaixonados por nossa terra, assim antes de tudo e acima de tudo, como certa feita disse Hengel o grande filosofo alemão Nada existe de grandioso sem paixão”. -- Hegel   

A política não se confunde com futebol!
É chegada a hora de pensarmos e repensarmos, juntos, sem intenções de denegrir de macular quem quer que seja, sem dissensão, deixemos isto para a política, pois como disse de certa feita um político: "A vida parlamentar é uma vida de dissenso, da opinião e do conflito. O consenso é uma utopia autoritária."  É claro que haverá sempre divergências, mas isso não pode se constituir em uma crise, deixemos então com eles, pois eles se entendem, ao seus jeitos, mas se entendem.

Thiago Barroso, postou no face o seguinte: Sabe por que o brasileiro não ama o seu país como por exemplo os EUA? Sabe por que estamos vendo pessoas queimando a bandeira brasileira e vaiando o time em campo após uma derrota? Porque nos ensinaram que ser brasileiro é cantar hino nacional (e como ainda isso hoje é tão forte), que ser brasileiro é respeitar bandeira, que o Brasil é um time de futebol. Ser brasileiro é conhecer sua gente, sua história, só assim teremos identidade e assim, nos conhecendo, seremos uma nação e nos amaremos de verdade!

E Thiago está com a razão, é por tudo isto e mais alguma coisa. E para terminar fica a citação de Ernest Renam, grande filosofo francês:       

“Um queria fazer de Jesus um sábio, outro, um filósofo, outro ainda, um patriota, outro, um homem de bem, outro, um moralista, outro, um santo. Não foi nada disso. Foi um encantador”.  Ernest Renan
Assim não seja mais um técnico, muito menos um presidente qualquer, seja antes de tudo brasileiro, que chora porque é apaixonado, que não queima bandeira porque é apaixonado, que vibra e luta com ordem, porque “A ORDEM É PROGRESSO”

Sem covardias mas com paixão!


Por JUSTIÇA!

sábado, 12 de abril de 2014

DEPOIS DA REUNIÃO A MINHA OPINIÃO:



O CARNAVAL:

Por José Carlos Barroso

Entendo que você é quem escolhe o seu caminho, seja para o bem, ou o para o mal, e é livre, totalmente livre pra isto. Tudo o que você faz seja de ruim, ou de bom repercute. Por isso antes de falar pense, antes de fazer pense, pois quem é prudente e pensa nas consequências tem oportunidade de errar menos. É assim, fácil, o caminho da vitória. Ter maior número de pessoas, ou menor é de somenos importância, pois o mérito sempre está com quem age com discernimento. No meu sentir tudo transcorreu como quem ficou e quis que ficasse. Entre resgates e momentos foi importante a "turba e a galhofa sã". A violência ficou por conta de alguns poucos desajustados e em nada interferiu. O povo se uniu, e até vaiou os valentões, as autoridades se preocuparam e agiram, a polícia agiu com excelência, e em momento algum se esmoreceu, as crianças se alegraram, e também foram às ruas, os pais as acompanharam, houve música em profusão sem os exageros dos automotivos, tudo na medida certa, de forma proporcional, e olhem que até o xixi foi bem menos e, a cidade não virou um grande "pinico", as noites foram melhores porque a tranquilidade reinou e o sono existiu. Quem saiu perdeu, quem veio se surpreendeu, quem ficou gostou, quem pensou em bagunça e não veio fez bem, e quem pensou em bagunça e veio hoje está no lugar certo! E não concordo que São João acabou, que me perdoem os derrotistas o mundo foi que mudou, e as pessoas na mesma esteira de pensamento, não sejamos derrotistas pensemos em tornar melhor nossa terra, assim estamos sendo prudentes, solícitos, amantes e amados por um povo que quer vencer e precisa pensar em viver bem a vida que ganhamos de presente. ABRAÇOS DE UM SIMPLES SÃO - JOANENSE QUE AMA A SUA TERRA!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

ESSE PODER INTIMIDATIVO CHAMADO DIMINUTIVO



*Por José Carlos Barroso


Há palavras que muitas vezes não são aceitas por algumas pessoas, notadamente por aqueles que soberbos se acham tão importantes a ponto de não tolerarem que o diminutivo venha acompanhando o seu tão “sagrado nome”, como por exemplo, filhinho, apelativo carinhoso para filho que transmite uma ideia apreciativa. 

O diminutivo dá uma ideia de pequenez, e mesmo que seja empregado de forma apreciativa, e até mesmo carinhosa, não é visto com bons olhos principalmente por aqueles que se julgando poderosos não os concebem.

No mundo político é possível se encontrar exemplos como o do advogado norte-americano Robert Fitzgerald Kennedy, que não gostava de ser chamado de Bobby. Não se importava com o Bob (mais ou menos o nosso “Beto”), mas irritava-o essa coisa de Bobby (seria o “Betinho”). Robert Fitzgerald Kennedy aparentemente não tinha motivos para se aborrecer com um simples e simpático diminutivo.

No Brasil, há alguns casos análogos, mas especialmente um chama-nos atenção, vez que envolve um político, que pretende concorrer às próximas eleições presidenciais, e estando em plena campanha, já fala quando nada como pré - candidato de seu partido, o PSDB.

Quanto a sua vida política pregressa não podemos acreditar que será ele aquele que pode mudar tudo, pois esse estilo revolucionário não lhe cabe, até mesmo porque sua historia não o expõe sob esse prisma e, o diminutivo lhe traz certamente um certo desconforto, podendo inclusive sufoca-lo.

Contam os bastidores políticos que o candidato presidencial do PSDB, maior partido da oposição, o senador Aécio Neves, não aceita ser chamado de "Aecinho". Tem credenciais suficientes para ouvir com naturalidade e até com alguma gratidão o apelido de infância, mas prefere agir como o macho que sobe na cadeira ao ver bichinho a rastejar ao chão.

Certo é que ninguém conhece as razões das fragilidades de cada um mesmo que investido de poder, ou famoso por suas defesas em razão do povo e, das instituições, ou seja, dotado de propósitos para empreender uma grande transformação.

Assusta-me, uma obsessão desse tipo, ou seja, a de não querer parecer mortiço, ou uma pessoa de hábitos comuns, pois essa fraqueza pode estar camuflada ou, escondida e hora pra outra acabe revelando um comportamento radicalmente contrário.

No poder, a fraqueza costuma se disfarçar numa fala colérica ou gélida, e assim promover o distanciamento daquele que ao discursar está camuflado pela propaganda, e pela intimidação numa tentativa de superar dificuldades comuns.

Os negócios de Estado, talvez por um entendimento degenerado do conceito da “ética da responsabilidade”, tornam os políticos distantes demais da simples e mortal humanidade. Burocratas e políticos abusam de suas posições nos contatos com o público e, passam a operar tão longe da vida real, que o ser humano lhe é um ser secundário.

Nos conta a historia, que em um debate na TV com o candidato petista Patrus Ananias, quando os dois concorriam à prefeitura de Belo Horizonte, Aécio se aborreceu ao ouvir de seu adversário político até com natural naturalidade, chamá-lo pelo perigoso apelidinho de AECINHO, e aí retrucou ele. "Por favor, o senhor não me chame assim! Exijo respeito".

O que deve passar pela cabeça desses “homens poderosos”? Será que têm medo de que essa forma de tratamento coloquial, normalmente tão bem-vinda, deixe escapar neles alguma fragilidade? 

Vá se saber!!



sexta-feira, 7 de março de 2014

A VOZ E O GRITO



A VOZ E O GRITO 
Em retrospecto
*Por José Carlos Barroso

A voz está associada à fala, na realização da comunicação verbal, mas o que está a preocupar é o som penetrante, agudo, voluntariamente emitido com força pela voz humana, chamado de grito.
Já não suportamos mais esse estado de coisas criado pela intolerância pela malvadeza, pela coragem, quando passa a existir o confronto com o que é temível, ou seja, a discórdia, a difícil vida, a intimidação.
Uma pessoa corajosa é uma pessoa que, mesmo com amor, faz o que tem a fazer, vai mais além, enfrenta os desafios com confiança e não se preocupa com o pior. O medo pode ser constante, mas o impulso o leva adiante, aí vem à ruína na esteira dos absurdos, sufocando a razão e impondo o homem ao convívio das lutas vãs pela disputa territorial, criando um cenário de guerra, de desagregação e conflitos.  
Temos notado que a coragem é manifesta de forma impensada por alguém que geralmente está irado e, sob efeito do álcool ou da droga sendo este o combustível a impulsionar as atitudes humanas.
Neste ano passamos o mês de fevereiro ouvindo comentários sobre o carnaval, comentários esses salpicados de purpurina, repleto de lantejoulas e paetês, decorados de serpentinas e confetes.
Passamos ouvindo na maioria das vezes o seguinte: “Carnaval bom era no meu tempo,” “Pura alegria nos clubes,” “Hoje em dia a rua não é só o palco do carnaval, mas o banheiro também,” “Será que este ano vão aumentar os banheiros químicos”? “Como será a nossa segurança, será que estão preocupados como nós,” “Será que este ficará mais cheio?”
Porém o que vimos com raras exceções foram dias tranquilos, com talvez a metade dos foliões de outros anos, com isto pouco empurra, empurra, e disse me disse e, sem muitos gritos, e quase ninguém expôs as genitálias para contribuir com seus líquidos excrementícios e assim aumentassem o enjoativo odor fétido de urina passada.
Os corajosos engarrafados foram poucos e, nada que um empurrão ou uma revista policial não os acalmasse, e nesses simples embates quem venceu foram os cavalos da PM, que imponentes impunham sua superioridade com galhardia.
As bandas e, os sons por outro lado deram o toque nostálgico e saudosista aos momentos, através das antigas marchinhas e os sambas de enredo de hoje e outrora. Sons automotivos não tiveram vez nem lugar e, isso foi ótimo, pois o silencio por muito tempo foi o responsável pelas noites de bom e agradável sono.
Bem não sabemos se as medidas tomadas foram importantes, mas denotou-se a ausência dos excessos e, assim as crianças puderam recuperar os seus espaços, que foram tomados pelo rei do opróbrio, o coisa ruim, o diacho, que foi expulso pelas fragrâncias da pureza e da inocência.
Concluindo se é necessário, ou se é preciso subverter que seja de forma sensata e amena guardando-se os arroubos, a intolerância, a impaciência, e ainda se é necessário a alienação, ou seja, a falta de consciência dos problemas políticos e sociais, pelo afastamento da realidade, mesmo que momentâneo, que seja assim em clima de amenidades, resgatando o bom e o belo, fazendo do convívio salutar e da alegria uma constante no interagir.
O grande antropólogo e fã incondicional de nossa São João Nepomuceno e estudioso do carnaval, Dr. Roberto da Mata, autor de “Carnaval, malandros e heróis”, ensaio fundamental para qualquer discussão sobre o tríduo momesco, assim asseverou: “A alienação é fundamental para toda a sociedade. Não há cultura que não tenha seu momento de alienação.”   
O fato de se suspender a realidade para brincar é, de fato, uma alienação, mas “Que esse seja apenas o tempo de se usar a voz para cantar a alegria, e não de se usar o grito para entristecer e aclarar a dor”. (Jocarlosbarroso)                

*José Carlos Barroso é advogado militando nas áreas
 civil, criminal, trabalhista, família, e previdenciária.