GALÁCIA

GALÁCIA


José Carlos Barroso



Sempre me encantou a
vida de Paulo, então parti para a Galácia , era minha primeira viagem depois da libertinagem.

Ouvi os capítulos, e no quinto meditei os versículos. caminhei do dezesseis, e cheguei ao vinte e seis.

Peregrinei em Filipo, d
o um ao quatro, mas se a Galácia foi salvação, em Filipo um, encontrei a redenção.

No versículo vinte e um me aprofundei fui a frente ajoelhei no “Viver é Cristo Morrer é lucro”.



terça-feira, 17 de julho de 2012

DOIS PREFEITOS



Por Jocarlosbarroso
A política são-joanense começa buliçosa e, fervente, e já neste último sábado chegou arrebentando, com uma grande novidade, principalmente para quem sempre abominou o retrocesso. 
Chegou e com uma posição contraria que foge aos interesses coletivos, para atender ao próprio ego, tornando – o dia após dia impossível.
Pois bem, mas a novidade trazida pelo vice – prefeito em festiva inauguração de seu birô foi quando de viva voz e, em bom tom disse ao povo que rodeava diminuto espaço, de que agora estavam apresentando na realidade dois candidatos a prefeito.
Primeiramente ficamos preocupados com o pagamento de dois prefeitos, pelo município, pois não sei se comportaria mais um gasto desse nível, depois pensando melhor a novidade nos levou até a Grecia.
O político meus caros retrocedeu no tempo chegando à cidade de Esparta, quando os reis da cidade-Estado governavam através de um sistema conhecido como diarquia, onde dois reis de família diferentes governavam com iguais poderes.
Na verdade a origem desta singularidade monárquica ainda não está perfeitamente esclarecida pelos historiadores que aventaram a hipótese de que a instituição foi um compromisso entre duas famílias poderosas no período de criação do estado espartano no período arcaico (séculos VIII - VI a.C.).
Os dois reis tinham poderes absolutamente iguais nas atribuições religiosas, políticas, administrativas e judiciárias.
Embora o regime seja anacrônico (em desacordo com o atual, em desuso) o candidato se pôs de satisfeito, e discursou de forma entusiasta em defesa da diarquia da qual naquele momento difundia, e assumia, embora saibamos que verdadeiramente o modelo espartano tinha lá suas diferenças e preferências, o seu assemelhado aqui em São João também possui.
A inovação foi tão grande que não convenceu, apenas acrescentou força ao ridículo.
Mas em momentos mais contundentes da fala do político são-joanense, digo espartano é que ficou ele sem saber quem no período de guerra seria o comandante supremo do exército e, quem seria do sacerdócio; assim enquanto um rei protegia Esparta, o outro ia para o combate. Isto deve tê-lo espantado certamente.
Que dúvida atroz quem seria o primeiro combatente? Pois bem logo e, no inicio da semana um deles se pôs à frente, como comandante espartano responsável pelo exercito, pois em uma rádio partiu desferindo entre linhas farpas de cinismo, como se fosse o comandante supremo do exercito.
Seus arroubos de entusiasmo acabaram por condená-lo ao cadafalso, porquanto o desdenhar nos pareceu mais rico do que a própria riqueza perniciosa, de que detém.
A sua fala foi um desastre e ninguém por mais que aparentasse o desejo de conte-lo nada adiantava. O comandante supremo do exercito se mostrou ambíguo, com procedimento de incerteza, de insegurança total.
A continuarem assim serão duas flechadas e dois abatimentos.
Não há aqui interesse algum de macular quem quer que seja, apenas colocarmos no vulcão das vaidades uma pitada de comicidade. 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

É MENTIRA!


PODE PARAR COM ESSA IDEIA DE REPRESENTAÇÃO


Por JocarlosBarroso

 Mel Na Boca

Almir Guineto


Oh, quanta mentira suportei
Nesse teu cinismo de doçura
Pode parar
Com essa idéia de representação
Os bastidores se fecharam pra desilusão
Pode parar
Com essa idéia de representação
Os bastidores se fecharam pra desilusão
É menti......ra
É mentira
Cadê toda promessa de me dar felicidade
Bota mel em minha boca
Me ama, depois deixa a saudade, será...
Será que o amor é isso? 
Se é feitiço vou jogar flores no mar
Um raio de luz
Do sol voltará a brilhar
Que se apagou e deixou luz no em meu olhar
Meu olhar 
Um raio de luz
Do sol voltará a brilhar
Que se apagou e deixou noite me meu olhar



Esta composição musical é perfeita para o que temos presenciado acontecer ao longo desses oito anos de desgoverno. Sim eu sei que ainda estão incompletos, mas parece-nos uma eternidade, mesmo que restem apenas alguns meses, temos a dizer que basta, porque não é possível tanta mentira, porém a esperança fica por conta de que um raio de luz possa brilhar, pelo menos minha torcida é grande.
Já se foram quase oito anos, quanta mentira nós suportamos com esse cinismo de doçura, mas agora chega, pode parar, basta com essa idéia de representação, pois os bastidores se fecharam pra desilusão.
Muita coisa ficou pra traz, e ficará muito mais, será que faltou planejamento, faltou compromisso, faltou verdade, faltou empenho, faltou o amor tão propagado (por amor a São João), faltou dedicação, será que houve retidão de princípios? Talvez tenha faltado um pouco de cada, mas os bastidores se fecharam para a desilusão, pois tudo não passou de mentira.
Cadê minha senhora toda promessa de dar felicidade, mudaste o que? Apenas botaste mel na boca do povo e nada mais.

Veja só alguma coisa do que prometeste e não cumpriste tudo foi retirado de seus programas de governo, os quais foram guardados, para a hora certa e, transcritos aqui para que todos possam relembrar.

Primeiramente vamos relembrar o ano de 2004 quando prometeste ampliação da produção do leite de soja com distribuição na cidade e nos distritos.

Muito interessante este item, pois o que era bom, necessário, e digno até de aumento da produção de repente, passou a ser desprezado pela prefeita, e certamente a máquina virou peça descartável, assim desapareceu, talvez tenha sido vendida como ferro velho, por pura picardia, do desgoverno, sendo o povo o único prejudicado. Então é menti......ra!

Zelar pela conservação do calçamento das ruas, distritos e fazer calçamento onde não existe.
Bem isto parece piada, pois nunca ocorreu qualquer conservação, e as crateras já fazem parte, juntamente com o lixo do triste cenário de uma cidade, que outrora era conhecida como “garbosa”. Então é menti......ra!

Para o ano de 2005 prometeu-se a instalação de dispositivo que evitasse o alto número de lâmpadas queimadas.
Isto é outra grande piada, sandice pura, pois não existe qualquer coisa neste sentido. A não ser que esperam o aparecimento de um Thomas Edson! Então é menti......ra!

Bem por hora encerramos certos de que voltaremos para mostrar a todos a mentira nua e crua.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

OS TITANICS E OS ICEBERGS



Por Jocarlosbarroso

Você deve conhecer bem a historia do grande navio transatlântico Titanic, que na noite de 14 de abril de 1912, em sua viagem inaugural entre Southampton, na Inglaterra, e Nova York, nos Estados Unidos ficou marcada como a maior tragédia marítima já ocorrida. O colossal transatlântico chocou-se com um iceberg no Oceano Atlântico e afundou duas horas e quarenta minutos depois, já na madrugada do dia 15 de abril. Até o seu lançamento em 1912, ele fora o maior navio de passageiros do mundo.
O Titanic foi concebido abrigando algumas das mais avançadas tecnologias disponíveis da época e foi popularmente referenciado como "inafundável" - na verdade, um folheto publicitário de 1910, da White Star Line, sobre o Titanic, alegava que ele fora "concebido para ser inafundável".
 
Bem mas quer nos parecer que a história aqui se repete só que de forma diferenciada, sem realidade alguma, mas repleta de analogismos. Vejamos a estória.
Dias frios e, madrugadas gélidas. E é dentro desse cenário, que nossa estória se principia, acompanhe o raciocínio!
Os mais fortes transatlânticos se perfilam ao longo do cais. Os preparativos são intensos a bombordo e estibordo. Na proa se avolumam tripulantes como guardiões da quilha, que é reforçada para vencer os icebergs.
Cada um possui a sua história, cada um deles, insolentes como nunca vestem as suas glórias, são deuses da prepotência, e se acham “inafundáveis”, afinal dizem que são os mais preparados para intempéries.
Alguns botes se aparelham com a mesma determinação, dos gigantes, pouco importando se vencerão o gelo e as águas geladas e, um mar revolto.
O mar cheira povo, é o povo, são os mais determinados, estão em grande numero, e foram ao longo dos anos os mais rejeitados afinal são pobres e, esses exalam pequenez para os saltos altos, que apenas os toleram, afinal povo é sinal de voto e, é justamente o que lhes interessam nada mais, porque embora o calor humano seja importante nesse momento, o cheiro fétido lhes é extremamente insuportável, incomoda bastante, já que guardam resquícios de uma burguesia podre.
A tolerância é momentânea duram alguns meses, e é mais visível de quatro em quatro anos, e às vezes alguns conseguem seu intento por distribuírem sem escrúpulos migalhas.
Passam-se os dias, as expectativas esquentam as rodas de esquinas, todas buliçosas de meias verdades, de falácias incomuns, de destemperos. Os ataques e achaques aparecem, ora em rádios, ora pelos pasquins e, jornalecos, que embora tenham outrora sido beneficiados pelas doses homeopáticas e, agora contrários, para defenderem seus interesses, preferem desdenhar o remédio, que um dia serviu para o resgata-los de suas sepulturas. São os venenos de hoje.
É chegado o grande dia, partem todos esperançosos, a primeira classe se extasia pela ufania e, a luxuria, pecados mortais ululantes, mas afinal fazem parte do elenco dos perversos.
A segunda classe se acomoda com facilidade, pela facilidade, pela oportunidade, pela felicidade, mesmo que momentânea.
Já a terceira classe tal como a segunda, vive seus momentos de música e dançam conforme se toca. É uma grande festa!
E não demora muito para se ouvir, o primeiro grande estrondo. Um grande bloco de gelo surge a estibordo, o desespero é incomensurável, os tripulantes responsáveis e irresponsáveis gritam palavras de ordem, para se evitar a colisão, que parece a cada momento inevitável e bem mais próximo de acontecer.
Já faz parte da historia a certeza de que a grandeza dia menos dia se rende àqueles que um dia foram abatidos pela malvadeza, que se julgando uma casta soberana, nunca se curvou frente à verdade de que são apenas moléculas.
Quanto ao resto da estória você conhece pelos livros e filmes, depois do estrondo, o rombo no casco, o grande transatlântico começa então a ruir, na proporção em que as águas consomem seu interior. As diversas classes começam desesperadamente a buscarem os botes, com intuito de se salvarem. Tarde para muitos, que sucumbem perante a falsa intrepidez.
Alguns desesperados se lançam em águas geladas e viram blocos de gelo azulados, petrificados pela estupidez. A cor da morte agônica se espalha, fazendo-nos lembrar o passado longínquo das mortes térmicas. 
Os botes são insuficientes, fatalmente a derrocada, o fim irá acontecer, inobstante terem um dia achado que os titanics fossem “inafundáveis”.
Coitados dos que pensam cheios de glorias, pois a gloria a só um pertence. A Deus eterno e poderoso Pai.
Quanto a mim, sigo em bote pequeno, eu e os meus acolhemos a vontade soberana dos mares, acreditando cada vez mais, que já elegemos nosso Rei!  Essa é a vitória.   

quinta-feira, 21 de junho de 2012

NEGO JAMES

Ele é filho do Pai, pregador da boa palavra, aquela que salva e edifica. Um cara bem diferente do comum, assim é filho incomum!

*Por Renato Ferreira

Um dia um músico carioca pegou um cd de um cantor São-joanense e perguntou : quem é esse negão que está cantando ? O "nepopózense",  disse sorridente : que negão nada, esse é o James, meu amigo, e é branquelo! O carioca perguntou porque esse tal de James então não tinha nome artístico e, mesmo com o São-joanense dizendo que o “James” não pensava nisso o carioca disse : coloque então “NEGO JAMES”
O São-joanense em questão era Samuel Xavier que carinhosamente chama Thiago Barroso de James (Thiago em inglês). Thiago gostou da ideia principalmente para tirar o nome dele de evidência porque uma coisa básica de Nego James não é a fama, nem o tratamento de astro, como dizia Millôr Fernandes : “não quero ser famoso, quero ser notório”.
Nego James lançou seu primeiro cd em 2009, gravado na casa do outro músico são-joanense Aldo Torres. Gravado em apenas um dia, com batidas retiradas da internet e, acréscimos de efeitos e guitarras de Aldo Torres, esse primeiro trabalho marcou por uma voz da verdade sobre a vida, sobre Deus, experiências vividas, e protesto contra a religião. Lançado na net, totalmente grátis para downloads, Nego James fez questão de constar na contra-capa do cd : “Podem copiar, não é pecado mas vende-lo é trairagem!”
JESUS E A PIPA, nome que Nego James deu a esse primeiro trabalho que faz uma metáfora  da verdadeira relação entre jesus e uma pessoa :

“A religião é um barraco caído,
Mas jesus tá na laje, livre arbítrio,
E na laje solta pipa, pipa feita de papel,
E pipa sou eu, e pipa, voa no céu...”


Com vários downloads na net, Nego James se orgulha de ser bem diferente de cantores gospel e, seculares que se afundam em superproduções e fazem tanta questão de cachês : “Meu objetivo é a mensagem...Não quero levar ninguém pra igreja, quero leva-las a pensar sobre Deus e sobre coisas como justiça, fé e amor. Minha música é como um projeto social, eu recebo doação de quem quiser mas não peço, eu tenho trabalho e invisto o meu salário nisso, em abrir os olhos das pessoas, dar uma ideia, filosofar rimando e educando, e por trás das cortinas, meu negócio é ajudar a quem precisa de várias outras formas além da música...”
As letras, são o mais importante para Nego James, através delas Nego pretende dizer para mais pessoas possíveis, coisas que não se falam nas igrejas, nem em escolas, nem nos palanques de políticos. É comum em apresentações de rua, Nego James gerar comoção e identificação em diversos tipos de pessoas : ateus, espíritas, católicos, evangélicos, negros, brancos, mulatos, ricos, pobres...Mas Nego diz : “Não curto ecumenismo mas, Deus deu o livre arbítrio, então não serei eu quem vai tirar, meu caminho é um só, minha visão é uma só, todos caminhos não levam a Deus, mas Deus percorre várias vias para chegar até nós!” é como Nego James diz na letra de “Mãos ao Alto”:

“Falso pastor carnívoro, evangelho errado,
Moram em palácios andam de carro importado,
Mas Jesus Cristo, esse eu lembro bem,
Burrinho emprestado eu não sei de quem,
E sem tapete vermelho chegou em Jerusalém,
E nunca cobrou dízimo de ninguém...”


               As pessoas acabam se identificando com as letras e depois de dois anos de apresentações em lugares nada glamorosos, como esquinas, praças, cadeia, escolas,  Nego James está se preparando para mais um projeto novamente ao lado de Aldo Torres : “Aldo é brother, talentosíssimo, descomplicado, e entende minha proposta, nesse novo projeto ele prometeu fazermos algo mais trabalhado e mais bem produzido, e as letras estão melhores e eu quero algo mais pesado, mais rap e mais heavy metal...”
Nego James conta que o próximo trabalho, que se chamará provisoriamente “Salve Eu, Salve Todos”, vai ter letras de cunho mais social  : “São letras que contam experiências minhas por aí, falo de violência, falo de superação, humildade, criminalidade, amizade, política, educação. De certa forma como foi em Jesus e a Pipa, mas agora vou mais fundo, falo da minha cidade também e sempre falando de Deus...”
Abaixo uma pitada do que vem por aí Nego James anuncia a letra de “Comprando Briga”:


“A elite e seus bebês, cemitério clandestino,
Eles põem fogo nos mendigo, índio e nordestino,
O povo é mal informado via televisão,
E segue alienado, é a manipulação,
A Europa é rica, mas nosso ouro tá lá,
Nos cofres, nos talheres, no altar,
Bateram no negro pra construir uma igreja,
Escondem a pedofilia e proibiram a cerveja,
Eu sou livre do Papa e do Bispo,
Do capeta, do dinheiro e do Anticristo...”


 E explica: “Não quero briga, “Comprando Briga” é uma metáfora que quer dizer que estou na brecha, como se diz na bíblia quando uma pessoa ia interceder a favor de outra. Estou em legítima defesa falando a verdade, defendendo oprimidos, denunciando opressores e apontado a saída, foi assim com a minha vida, deu certo, não dou um remédio que eu não tomei, eu sei do que estou falando...”
Nego James se diverte e diz que preza pela diversão e prazer em cantar suas rimas, costuma a dizer que se ninguém ouvisse ele, ele mesmo iria ouvi-lo, não por vaidade mas por estar fazendo aquilo que se quer fazer, ou deve fazer.
Nego James já rejeitou pedidos para sempre tornar o caminho mais fácil, e diz sempre que não cobrará por cachês, ou ingressos em suas apresentações se essas forem em lugares fechados, ele diz : “Não quero ser incoerente, quero sempre cantar as minhas letras, se um dia cobrar caché, tenho que limar algumas letras do meu repertório então, podem ter certeza, o que eu canto, eu vivo, ou melhor, eu tenho que viver...”
Para terminar colocamos mais uma pitada do tempero de rimas do próximo trabalho de Nego James, a música se chama “Jesus é a Verdade Dele”:


“Meu rap é fé e artigo científico,
Tem censo crítico e levanta paralítico,
O futuro do país está trancado na lan house,
A babá de antigamente era o Mickey mouse...”

Nota: E esse "Nego James" é meu filho. Obrigado Senhor por essa preciosidade. Cada dia estou mais convicto que ele nasceu para o evangelho e, para Te servir. Esse cara é demais!

*Renato Ferreira é um grande jornalista e, confrade dos melhores, como são os 14, mas é amigo desses que Deus fez ao Seu gosto, como Cebolinha da Monica. 
               

quarta-feira, 20 de junho de 2012

COM A PALAVRA


OS DESOCUPADOS...!

Por Jocarlosbarroso



Cidades do mundo inteiro possuem os seus afamados cafés, sendo tradição em muitas delas principalmente em se tratando de Brasil, um dos grandes produtores dessa semente e que depois de torrada e, pelo processo de infusão se faz soberba bebida.
Por aqui não é diferente, temos o nosso precioso cafezinho servido em padarias e, lanchonetes, mas a tradição mesmo fica por conta do Bar Central, que situado na confluência da Rua Coronel José Dutra, com a Praça Carlos Alves (numa esquina) e há quase um século é o ponto de encontro de muitos amigos, que volta e meia, ali se reúnem para um bom papo, não importando a hora, pois bom mesmo é se conquistar mais um amigo, ao prazer de um saboroso cafezinho.
Pois bem, meus prezados, mas tem gente que não entende, não gosta e, certamente enegrecer, macular é o seu prazer, já que o gosto e o prazer são muito pessoais, e gostar de alguma coisa neste caso fica bem mais difícil.
Assim, na semana passada alguns homens e senhoras, jovens de ambos os sexos, foram achincalhados por uma senhora, que usando de escárnio o microfone de uma de nossas rádios chamou a todos os freqüentadores desses cafés de “desocupados”.
Ora, que besteira!
Foi aí que comecei a pensar que o mundo possui mais desocupados do que imaginamos, já que são muitos os cafés espalhados, e que assim somos um desses desocupados, já que não só apreciamos como somos amantes dessa bebida principalmente das genuínas.
Mas vejam só o significado de desocupado segundo o famoso léxico Aurélio Buarque de Holanda: “Aquele que não tem ocupação, que não trabalha que é ocioso livre de compromisso”.
Pois bem, dentre tantos amantes da bebida e de um papo despretensioso e saudável, muitas pessoas que são até simpatizantes dessa senhora, se viram também entre os chamados desocupados, já que generalizando atacou ela a todos sem piedade, sem distinção, de forma discriminatória e aviltante.
Foi aí que me dei conta que por aqui também além das inocentes casas de café vem funcionando a algum tempo livre de qualquer empecilho, uma casa de prostituição, tudo aos olhos e, aquiescência de todos os poderes constituídos e, ninguém diz uma palavra sequer e, principalmente essa senhora, que embora possua o poder para tal, permanece inerte permitindo a concupiscência às escancaras, mesmo que a lei seja proibitiva, fazendo prevalecer os costumes seculares e perniciosos.
Será que essa senhora imagina que ali não é lugar de desocupado? Não nos parece, que a inocência seja incomensurável e que os fatos acontecidos ficaram no sigilo.
Não provoque nossa memória e fique ela sabendo de que “Mais do que a força das palavras é a intenção de quem as profere”.
Quanto aos desocupados fiquem vocês sabendo que isso é dano subjetivo e objetivo causado por uma pequena palavra, que sangra como punhal o intimo de pessoas de bem, enquanto é ululante que o mal da inércia, que envolve o poder, chega ao ponto de amnésia do que ontem mesmo aconteceu e perambulou sem destino por toda cidade, talvez procurando o fantasma do “bom moço” ocupado.

Sem qualquer sentimento diminuto, mas atento às más intenções, e esperando ansiosamente a chegada das boas eu continuarei fazendo valer as minhas prerrogativas. 


Obs: As fotos trazem o antes e o depois, uma tradição que se renova. É uma pena, mas nem todos conhecem a tradição, principalmente aqueles que falam o que não sabem e, o que sabem só fazem por macular. Coitados!      

quinta-feira, 7 de junho de 2012

POR MELHORES SALÁRIOS



Os funcionários da Prefeitura mostram seus
descontentamentos com a atual administração

Por Jocarlosbarroso


No último sábado os motoristas da Prefeitura de São João Nepomuceno, tomaram a iniciativa de se reunirem em caminhada silenciosa pelas ruas da cidade para manifestarem publicamente as suas indignações contra a política de salários empreendida pela atual administração.
Ordeiros e sem qualquer tipo de exagero apenas uma frase Motoristas da PMSJN unidos por melhores salários” deixou marcado o significado daquela revelação.
Quase na sua totalidade os motoristas demonstraram o seu descontentamento e o fizeram de forma pacifica, dando exemplo a todos os seus colegas.
A política salarial afronta os interesses dos servidores municipais, e vêm achatando os salários de forma incisiva colocando-os entre os mais baixos da categoria, muito aquém mesmo, até de outras cidades menores, o que tem levado certo desconforto as suas famílias, aliás, fato equivalente acontece com todas as classes de servidores municipais.
O passo a frente foi dado, e a prefeita que vem se negando a recebe-los e, depois de não atender a pauta de reivindicações formulada pelos motoristas resolveu atende-los nesta semana, e segundo um de seus membros, de forma amena e cortês – afinal não havia outro modo de recebê-los já que ela tem sérios interesses em ver seu pupilo ocupar o seu lugar.
Fica apenas a clássica pergunta a prefeita: Por que o poder público ficou empurrando essa reunião até a presente data se a pauta de considerações e reivindicações lhe foi entregue no principio do ano?
E a Câmara Municipal, com exceções quedou-se inerte, ao problema. E mais uma pergunta deixamos, agora com os nossos edis: Por que não foi incisiva como em tantas outras vezes em que interessava a administração, quando mesmo a contra gosto do povo bravamente lutaram?
Sabemos que essa discrepância tem significado lógico e essa história de justificar apontando a lei de responsabilidade fiscal (a vilã dos indolentes e incompetentes) está dando “azia em caixa de bicarbonato”, que me perdoem os sensatos, mas não é possível mais ouvir essa ladainha.
Na verdade meus caros, o dinheiro existe, e a lei não, tudo pode quando querem fazer prevalecer os seus interesses. Isto tem que ter um fim e, é o que espera o povo são-joanense, ávido por austeridade, compromisso, respeito, probidade.
Com propriedade Heraldo Gruppi presidente da SISEP-SJN disse ao SJONLINE:

“A administração municipal alega que a Lei de Responsabilidade Fiscal dificulta os reajustes salariais. Existe um plano de cargos e salários regido por lei, mas muitas vezes não é cumprido. A tabela progressiva (prevista neste plano) poderia estar sendo utilizada para reajustar nossos vencimentos, mas isso nunca acontece. Usam o plano de carreira para criar novos cargos, novos diretores, e não beneficiam o funcionário em si”, desabafou o líder sindical.

Bem mas está chegando à hora de você fazer valer as suas garantias constitucionais pondo um fim a esses favores e meio favores eleitoreiros, que aparecem de quatro em quatro anos.  
Ao povo cabe a decisão e a “arma” está em suas mãos e aciona-la cabe a inteligência de cada um. Vamos ver no que vai dar!


segunda-feira, 28 de maio de 2012

UMA HISTORIA PITORESCA


ACONTECEU POR AQUI
Por Jocarlosbarroso

Outro dia um amigo entregou-me uma pagina do jornal Estado de Minas onde em uma das colunas desse jornal, e precisamente na TIRO E QUEDA onde se lê as inteligentes e bem escritas crônicas do escritor Eduardo Almeida Reis, da Academia de Mineira de Letras.
Em uma de suas crônicas, intitulada Antologia discorre sobre fato pitoresco que se passou em São João Nepomuceno sendo parte de plaquete (livro de poucas paginas) que foi enviada ao escritor por Paulo Roberto Mendes Gonçalves, filho de Otavio Gonçalves prospero fazendeiro em nossa São João Nepomuceno e, ex proprietário da fazenda Lusitânia no distrito de Carlos Alves.
 
Assim inicia Eduardo Almeida Reis:

Paulo Roberto Mendes Gonçalves, engenheiro rodoviário, e leitor do grande jornal dos mineiros, honrou-me com a plaquete Angu de Fubá Grosso, 67 páginas de amor à família e à figura de seu pai, nascido na Fazenda Lusitânia, onde trabalhou toda a sua vida.
Acontece que conheço a Fazenda Lusitânia em Carlos Alves, distrito de São João Nepomuceno, MG, em cuja cooperativa é feito o doce de leite Tupinambás, o melhor do mundo. Sem essa de doces Argentinos e Uruguaios: doce é o Tupinambás e não se fala mais nisso.
Na plaquete do engenheiro leio cena deliciosa, antológica, que nos conta como eram as coisas nessa Minas do século 20, quando João Mansur começou a transportar gente, numa jardineira de São João Nepomuceno para Juiz de Fora. Hoje feita em uma hora, a viagem levava quase o dia inteiro e passava pela fazenda Lusitânia, quando o empresário de transportes, dono de uma única jardineira, perguntava: Como é, sô Tavinho vamos para Juiz de Fora? E o fazendeiro respondia: “Só se vocês me deixarem tomar banho e me vestir”.

Os passageiros tiravam seus guarda-pós desciam, desciam, comiam bolo de angu de fubá grosso, muito melhor que o angu de fubá fino, e ficavam comendo frutas no pomar, enquanto o fazendeiro fazia barba, tomava banho e se vestia e protegia com o guarda-pó, para embarcar na jardineira. E o veiculo chegava a Juiz de Fora tarde da noite.   

Um fato realmente pitoresco, e como disse Eduardo em sua crônica, duvido que o leitor já tenha ouvido falar de cena como aquela: os passageiros descendo para chupar frutas no pomar, tomar café e comer bolo (de fubá grosso) esperando que outro passageiro, fizesse barba, tomasse banho e se vestisse para embarcar na jardineira.
Mas meu caro escritor, e leitores, eu lhes confesso, que não só ouvi dizer, como presenciei por algumas vezes o meu tio, Dr. Rui Barroso Silva, Desembargador do antigo Tribunal de Alçada de Minas Gerais, que era um dos maiores amigos do mesmo velho João Mansur se aprontar com toda paciência e mandar um de seus filhos telefonar para o terminal rodoviário de Juiz de Fora para que o motorista o esperasse um pouquinho, que ele já estava indo e, o motorista o esperava, pois já conhecia o pouquinho do doutor.