GALÁCIA

GALÁCIA


José Carlos Barroso



Sempre me encantou a
vida de Paulo, então parti para a Galácia , era minha primeira viagem depois da libertinagem.

Ouvi os capítulos, e no quinto meditei os versículos. caminhei do dezesseis, e cheguei ao vinte e seis.

Peregrinei em Filipo, d
o um ao quatro, mas se a Galácia foi salvação, em Filipo um, encontrei a redenção.

No versículo vinte e um me aprofundei fui a frente ajoelhei no “Viver é Cristo Morrer é lucro”.



quinta-feira, 21 de junho de 2012

NEGO JAMES

Ele é filho do Pai, pregador da boa palavra, aquela que salva e edifica. Um cara bem diferente do comum, assim é filho incomum!

*Por Renato Ferreira

Um dia um músico carioca pegou um cd de um cantor São-joanense e perguntou : quem é esse negão que está cantando ? O "nepopózense",  disse sorridente : que negão nada, esse é o James, meu amigo, e é branquelo! O carioca perguntou porque esse tal de James então não tinha nome artístico e, mesmo com o São-joanense dizendo que o “James” não pensava nisso o carioca disse : coloque então “NEGO JAMES”
O São-joanense em questão era Samuel Xavier que carinhosamente chama Thiago Barroso de James (Thiago em inglês). Thiago gostou da ideia principalmente para tirar o nome dele de evidência porque uma coisa básica de Nego James não é a fama, nem o tratamento de astro, como dizia Millôr Fernandes : “não quero ser famoso, quero ser notório”.
Nego James lançou seu primeiro cd em 2009, gravado na casa do outro músico são-joanense Aldo Torres. Gravado em apenas um dia, com batidas retiradas da internet e, acréscimos de efeitos e guitarras de Aldo Torres, esse primeiro trabalho marcou por uma voz da verdade sobre a vida, sobre Deus, experiências vividas, e protesto contra a religião. Lançado na net, totalmente grátis para downloads, Nego James fez questão de constar na contra-capa do cd : “Podem copiar, não é pecado mas vende-lo é trairagem!”
JESUS E A PIPA, nome que Nego James deu a esse primeiro trabalho que faz uma metáfora  da verdadeira relação entre jesus e uma pessoa :

“A religião é um barraco caído,
Mas jesus tá na laje, livre arbítrio,
E na laje solta pipa, pipa feita de papel,
E pipa sou eu, e pipa, voa no céu...”


Com vários downloads na net, Nego James se orgulha de ser bem diferente de cantores gospel e, seculares que se afundam em superproduções e fazem tanta questão de cachês : “Meu objetivo é a mensagem...Não quero levar ninguém pra igreja, quero leva-las a pensar sobre Deus e sobre coisas como justiça, fé e amor. Minha música é como um projeto social, eu recebo doação de quem quiser mas não peço, eu tenho trabalho e invisto o meu salário nisso, em abrir os olhos das pessoas, dar uma ideia, filosofar rimando e educando, e por trás das cortinas, meu negócio é ajudar a quem precisa de várias outras formas além da música...”
As letras, são o mais importante para Nego James, através delas Nego pretende dizer para mais pessoas possíveis, coisas que não se falam nas igrejas, nem em escolas, nem nos palanques de políticos. É comum em apresentações de rua, Nego James gerar comoção e identificação em diversos tipos de pessoas : ateus, espíritas, católicos, evangélicos, negros, brancos, mulatos, ricos, pobres...Mas Nego diz : “Não curto ecumenismo mas, Deus deu o livre arbítrio, então não serei eu quem vai tirar, meu caminho é um só, minha visão é uma só, todos caminhos não levam a Deus, mas Deus percorre várias vias para chegar até nós!” é como Nego James diz na letra de “Mãos ao Alto”:

“Falso pastor carnívoro, evangelho errado,
Moram em palácios andam de carro importado,
Mas Jesus Cristo, esse eu lembro bem,
Burrinho emprestado eu não sei de quem,
E sem tapete vermelho chegou em Jerusalém,
E nunca cobrou dízimo de ninguém...”


               As pessoas acabam se identificando com as letras e depois de dois anos de apresentações em lugares nada glamorosos, como esquinas, praças, cadeia, escolas,  Nego James está se preparando para mais um projeto novamente ao lado de Aldo Torres : “Aldo é brother, talentosíssimo, descomplicado, e entende minha proposta, nesse novo projeto ele prometeu fazermos algo mais trabalhado e mais bem produzido, e as letras estão melhores e eu quero algo mais pesado, mais rap e mais heavy metal...”
Nego James conta que o próximo trabalho, que se chamará provisoriamente “Salve Eu, Salve Todos”, vai ter letras de cunho mais social  : “São letras que contam experiências minhas por aí, falo de violência, falo de superação, humildade, criminalidade, amizade, política, educação. De certa forma como foi em Jesus e a Pipa, mas agora vou mais fundo, falo da minha cidade também e sempre falando de Deus...”
Abaixo uma pitada do que vem por aí Nego James anuncia a letra de “Comprando Briga”:


“A elite e seus bebês, cemitério clandestino,
Eles põem fogo nos mendigo, índio e nordestino,
O povo é mal informado via televisão,
E segue alienado, é a manipulação,
A Europa é rica, mas nosso ouro tá lá,
Nos cofres, nos talheres, no altar,
Bateram no negro pra construir uma igreja,
Escondem a pedofilia e proibiram a cerveja,
Eu sou livre do Papa e do Bispo,
Do capeta, do dinheiro e do Anticristo...”


 E explica: “Não quero briga, “Comprando Briga” é uma metáfora que quer dizer que estou na brecha, como se diz na bíblia quando uma pessoa ia interceder a favor de outra. Estou em legítima defesa falando a verdade, defendendo oprimidos, denunciando opressores e apontado a saída, foi assim com a minha vida, deu certo, não dou um remédio que eu não tomei, eu sei do que estou falando...”
Nego James se diverte e diz que preza pela diversão e prazer em cantar suas rimas, costuma a dizer que se ninguém ouvisse ele, ele mesmo iria ouvi-lo, não por vaidade mas por estar fazendo aquilo que se quer fazer, ou deve fazer.
Nego James já rejeitou pedidos para sempre tornar o caminho mais fácil, e diz sempre que não cobrará por cachês, ou ingressos em suas apresentações se essas forem em lugares fechados, ele diz : “Não quero ser incoerente, quero sempre cantar as minhas letras, se um dia cobrar caché, tenho que limar algumas letras do meu repertório então, podem ter certeza, o que eu canto, eu vivo, ou melhor, eu tenho que viver...”
Para terminar colocamos mais uma pitada do tempero de rimas do próximo trabalho de Nego James, a música se chama “Jesus é a Verdade Dele”:


“Meu rap é fé e artigo científico,
Tem censo crítico e levanta paralítico,
O futuro do país está trancado na lan house,
A babá de antigamente era o Mickey mouse...”

Nota: E esse "Nego James" é meu filho. Obrigado Senhor por essa preciosidade. Cada dia estou mais convicto que ele nasceu para o evangelho e, para Te servir. Esse cara é demais!

*Renato Ferreira é um grande jornalista e, confrade dos melhores, como são os 14, mas é amigo desses que Deus fez ao Seu gosto, como Cebolinha da Monica. 
               

quarta-feira, 20 de junho de 2012

COM A PALAVRA


OS DESOCUPADOS...!

Por Jocarlosbarroso



Cidades do mundo inteiro possuem os seus afamados cafés, sendo tradição em muitas delas principalmente em se tratando de Brasil, um dos grandes produtores dessa semente e que depois de torrada e, pelo processo de infusão se faz soberba bebida.
Por aqui não é diferente, temos o nosso precioso cafezinho servido em padarias e, lanchonetes, mas a tradição mesmo fica por conta do Bar Central, que situado na confluência da Rua Coronel José Dutra, com a Praça Carlos Alves (numa esquina) e há quase um século é o ponto de encontro de muitos amigos, que volta e meia, ali se reúnem para um bom papo, não importando a hora, pois bom mesmo é se conquistar mais um amigo, ao prazer de um saboroso cafezinho.
Pois bem, meus prezados, mas tem gente que não entende, não gosta e, certamente enegrecer, macular é o seu prazer, já que o gosto e o prazer são muito pessoais, e gostar de alguma coisa neste caso fica bem mais difícil.
Assim, na semana passada alguns homens e senhoras, jovens de ambos os sexos, foram achincalhados por uma senhora, que usando de escárnio o microfone de uma de nossas rádios chamou a todos os freqüentadores desses cafés de “desocupados”.
Ora, que besteira!
Foi aí que comecei a pensar que o mundo possui mais desocupados do que imaginamos, já que são muitos os cafés espalhados, e que assim somos um desses desocupados, já que não só apreciamos como somos amantes dessa bebida principalmente das genuínas.
Mas vejam só o significado de desocupado segundo o famoso léxico Aurélio Buarque de Holanda: “Aquele que não tem ocupação, que não trabalha que é ocioso livre de compromisso”.
Pois bem, dentre tantos amantes da bebida e de um papo despretensioso e saudável, muitas pessoas que são até simpatizantes dessa senhora, se viram também entre os chamados desocupados, já que generalizando atacou ela a todos sem piedade, sem distinção, de forma discriminatória e aviltante.
Foi aí que me dei conta que por aqui também além das inocentes casas de café vem funcionando a algum tempo livre de qualquer empecilho, uma casa de prostituição, tudo aos olhos e, aquiescência de todos os poderes constituídos e, ninguém diz uma palavra sequer e, principalmente essa senhora, que embora possua o poder para tal, permanece inerte permitindo a concupiscência às escancaras, mesmo que a lei seja proibitiva, fazendo prevalecer os costumes seculares e perniciosos.
Será que essa senhora imagina que ali não é lugar de desocupado? Não nos parece, que a inocência seja incomensurável e que os fatos acontecidos ficaram no sigilo.
Não provoque nossa memória e fique ela sabendo de que “Mais do que a força das palavras é a intenção de quem as profere”.
Quanto aos desocupados fiquem vocês sabendo que isso é dano subjetivo e objetivo causado por uma pequena palavra, que sangra como punhal o intimo de pessoas de bem, enquanto é ululante que o mal da inércia, que envolve o poder, chega ao ponto de amnésia do que ontem mesmo aconteceu e perambulou sem destino por toda cidade, talvez procurando o fantasma do “bom moço” ocupado.

Sem qualquer sentimento diminuto, mas atento às más intenções, e esperando ansiosamente a chegada das boas eu continuarei fazendo valer as minhas prerrogativas. 


Obs: As fotos trazem o antes e o depois, uma tradição que se renova. É uma pena, mas nem todos conhecem a tradição, principalmente aqueles que falam o que não sabem e, o que sabem só fazem por macular. Coitados!      

quinta-feira, 7 de junho de 2012

POR MELHORES SALÁRIOS



Os funcionários da Prefeitura mostram seus
descontentamentos com a atual administração

Por Jocarlosbarroso


No último sábado os motoristas da Prefeitura de São João Nepomuceno, tomaram a iniciativa de se reunirem em caminhada silenciosa pelas ruas da cidade para manifestarem publicamente as suas indignações contra a política de salários empreendida pela atual administração.
Ordeiros e sem qualquer tipo de exagero apenas uma frase Motoristas da PMSJN unidos por melhores salários” deixou marcado o significado daquela revelação.
Quase na sua totalidade os motoristas demonstraram o seu descontentamento e o fizeram de forma pacifica, dando exemplo a todos os seus colegas.
A política salarial afronta os interesses dos servidores municipais, e vêm achatando os salários de forma incisiva colocando-os entre os mais baixos da categoria, muito aquém mesmo, até de outras cidades menores, o que tem levado certo desconforto as suas famílias, aliás, fato equivalente acontece com todas as classes de servidores municipais.
O passo a frente foi dado, e a prefeita que vem se negando a recebe-los e, depois de não atender a pauta de reivindicações formulada pelos motoristas resolveu atende-los nesta semana, e segundo um de seus membros, de forma amena e cortês – afinal não havia outro modo de recebê-los já que ela tem sérios interesses em ver seu pupilo ocupar o seu lugar.
Fica apenas a clássica pergunta a prefeita: Por que o poder público ficou empurrando essa reunião até a presente data se a pauta de considerações e reivindicações lhe foi entregue no principio do ano?
E a Câmara Municipal, com exceções quedou-se inerte, ao problema. E mais uma pergunta deixamos, agora com os nossos edis: Por que não foi incisiva como em tantas outras vezes em que interessava a administração, quando mesmo a contra gosto do povo bravamente lutaram?
Sabemos que essa discrepância tem significado lógico e essa história de justificar apontando a lei de responsabilidade fiscal (a vilã dos indolentes e incompetentes) está dando “azia em caixa de bicarbonato”, que me perdoem os sensatos, mas não é possível mais ouvir essa ladainha.
Na verdade meus caros, o dinheiro existe, e a lei não, tudo pode quando querem fazer prevalecer os seus interesses. Isto tem que ter um fim e, é o que espera o povo são-joanense, ávido por austeridade, compromisso, respeito, probidade.
Com propriedade Heraldo Gruppi presidente da SISEP-SJN disse ao SJONLINE:

“A administração municipal alega que a Lei de Responsabilidade Fiscal dificulta os reajustes salariais. Existe um plano de cargos e salários regido por lei, mas muitas vezes não é cumprido. A tabela progressiva (prevista neste plano) poderia estar sendo utilizada para reajustar nossos vencimentos, mas isso nunca acontece. Usam o plano de carreira para criar novos cargos, novos diretores, e não beneficiam o funcionário em si”, desabafou o líder sindical.

Bem mas está chegando à hora de você fazer valer as suas garantias constitucionais pondo um fim a esses favores e meio favores eleitoreiros, que aparecem de quatro em quatro anos.  
Ao povo cabe a decisão e a “arma” está em suas mãos e aciona-la cabe a inteligência de cada um. Vamos ver no que vai dar!


segunda-feira, 28 de maio de 2012

UMA HISTORIA PITORESCA


ACONTECEU POR AQUI
Por Jocarlosbarroso

Outro dia um amigo entregou-me uma pagina do jornal Estado de Minas onde em uma das colunas desse jornal, e precisamente na TIRO E QUEDA onde se lê as inteligentes e bem escritas crônicas do escritor Eduardo Almeida Reis, da Academia de Mineira de Letras.
Em uma de suas crônicas, intitulada Antologia discorre sobre fato pitoresco que se passou em São João Nepomuceno sendo parte de plaquete (livro de poucas paginas) que foi enviada ao escritor por Paulo Roberto Mendes Gonçalves, filho de Otavio Gonçalves prospero fazendeiro em nossa São João Nepomuceno e, ex proprietário da fazenda Lusitânia no distrito de Carlos Alves.
 
Assim inicia Eduardo Almeida Reis:

Paulo Roberto Mendes Gonçalves, engenheiro rodoviário, e leitor do grande jornal dos mineiros, honrou-me com a plaquete Angu de Fubá Grosso, 67 páginas de amor à família e à figura de seu pai, nascido na Fazenda Lusitânia, onde trabalhou toda a sua vida.
Acontece que conheço a Fazenda Lusitânia em Carlos Alves, distrito de São João Nepomuceno, MG, em cuja cooperativa é feito o doce de leite Tupinambás, o melhor do mundo. Sem essa de doces Argentinos e Uruguaios: doce é o Tupinambás e não se fala mais nisso.
Na plaquete do engenheiro leio cena deliciosa, antológica, que nos conta como eram as coisas nessa Minas do século 20, quando João Mansur começou a transportar gente, numa jardineira de São João Nepomuceno para Juiz de Fora. Hoje feita em uma hora, a viagem levava quase o dia inteiro e passava pela fazenda Lusitânia, quando o empresário de transportes, dono de uma única jardineira, perguntava: Como é, sô Tavinho vamos para Juiz de Fora? E o fazendeiro respondia: “Só se vocês me deixarem tomar banho e me vestir”.

Os passageiros tiravam seus guarda-pós desciam, desciam, comiam bolo de angu de fubá grosso, muito melhor que o angu de fubá fino, e ficavam comendo frutas no pomar, enquanto o fazendeiro fazia barba, tomava banho e se vestia e protegia com o guarda-pó, para embarcar na jardineira. E o veiculo chegava a Juiz de Fora tarde da noite.   

Um fato realmente pitoresco, e como disse Eduardo em sua crônica, duvido que o leitor já tenha ouvido falar de cena como aquela: os passageiros descendo para chupar frutas no pomar, tomar café e comer bolo (de fubá grosso) esperando que outro passageiro, fizesse barba, tomasse banho e se vestisse para embarcar na jardineira.
Mas meu caro escritor, e leitores, eu lhes confesso, que não só ouvi dizer, como presenciei por algumas vezes o meu tio, Dr. Rui Barroso Silva, Desembargador do antigo Tribunal de Alçada de Minas Gerais, que era um dos maiores amigos do mesmo velho João Mansur se aprontar com toda paciência e mandar um de seus filhos telefonar para o terminal rodoviário de Juiz de Fora para que o motorista o esperasse um pouquinho, que ele já estava indo e, o motorista o esperava, pois já conhecia o pouquinho do doutor.

terça-feira, 22 de maio de 2012

CAPITAL INICIAL NA 40ª EXPO:




Por Jocarlosbarroso

Meus caros, o comentário abaixo foi baixado do site da Prefeitura Municipal de São João Nepomuceno. Vejam que até eles acharam, que foi um dos maiores shows da historia da cidade. Imaginem então o povo! Confira no Youtube, e nas redes sociais os importantes comentários e, especificamente do que gostaram.

Eis o comentário do site da Prefeitura:

São João recebe Capital Inicial, num dos maiores shows da história da cidade.

Uma noite mágica para mais de 6 mil pessoas. Assim foi o grande show do Capital Inicial no sábado, dia 19, na 40ª Exposição Agropecuária de São João Nepomuceno.
A presença de uma das maiores bandas do rock nacional foi mais um capítulo na verdadeira revolução implantada pela Administração 2005/2012 na principal festa da cidade, que passou a mesclar atrações de renome nacional com talentos locais de alto nível.
Durante mais de duas horas de show do Capital Inicial, o grande público presente ao Parque de Exposições Hercílio Ferreira foi ao delírio com os grandes sucessos da banda nascida em Brasília, no início dos anos 80, década de ouro do rock brasileiro.
Sem falar na marcante presença de palco do vocalista Dinho Ouro Preto, que esbanjou simpatia e interação com os espectadores, comportando-se como se estivesse verdadeiramente em casa e na presença de amigos.

REALMENTE FOI UM “SHOW”

No entanto é uma pena que os comentários do site, foram tão lacônicos, vez que não foi especificado com a devida precisão, que o caso exige, o porquê do povo ter ido ao “delírio”.
Confesso que não tive a oportunidade de ter assistido ao vivo o discurso introdutório do vocalista Dinho Ouro Preto a música sucesso “QUE PAÍS É ESSE”, quando da apresentação do Capital Inicial, mas mesmo não assistindo, igualmente ao público presente, fui ao “delírio”, quando nas redes sociais pude ver o acontecido.
Foi aí que me veio à memória o seguinte:
Algum tempo atrás também do alto caiu em nossas cabeças uma chuva de panfletos maliciosos, com o fito único de denegrir, achacar algumas pessoas para se verem no poder.
Pois bem, agora a resposta chegou de Brasília e, de avião, e o próprio povo fez divulgar via internet, de forma mais veloz ainda.
Alguns ainda não conhecem que “Quando se semeia a semente da adversidade é ela que se colhe”.  
A vida é assim mesmo, há ocasiões em que se sobe, e ocasiões em que se desce.
Essa é a síntese do show: 

HOUVE-SE O QUE NÃO SE QUER PORQUE UM DIA SE FEZ O QUE NÃO PODIA. 


sábado, 5 de maio de 2012

JESUS NÃO NASCEU NO DIA 25 DE DEZEMBRO


“Insensatez pensar que um poder transitório tenha força para fazer calar-se a posteridade. Pelo contrário, a perseguição feita aos homens de talento aumenta-lhes a autoridade: os reis e todos aqueles que têm usado desta violência, apenas conseguiram glorificá-los a eles e desonrar-se a si próprios” [Cornélio Tácito].


Tradicionalmente é aceito que Jesus Cristo nasceu no dia 25 de dezembro, o que teria dado início às comemorações do Natal, cuja etimologia nos remete à palavra nascer. Historicamente falando, não é possível dizer qual o dia e o mês de nascimento desse personagem (alguns estudiosos dizem que ele nasceu em março; outros, em setembro), embora seja possível explicar a origem do Natal, que, por sinal, tem tudo a ver com uma tentativa da Igreja Católica de cristianizar o paganismo romano. vejamos, os detalhes desse embuste.


A Igreja Católica Apostólica Romana nasceu, oficialmente, no século 4 d.C. Desde que o cristianismo surgiu (depois da morte de Jesus) o paganismo romano se viu fadado ao desaparecimento, principalmente a partir do século terceiro, mesmo sabendo que vários imperadores tentaram sufocar de vez o cristianismo e reerguer as crenças pagãs.

Havia, no Império Romano, por parte de muitos, a veneração ao Sol, então visto por muitos como um deus, como um elemento de valor espiritual.

No início do século 3, Heliogabalo, imperador de Roma, deu o título religioso de Deus Sol Invictus a um grupo de divindades romanas. Algumas décadas depois, através do imperador Aureliano (270 - 275), foi oficializado o culto ao Sol Invictus (sol invencível), que se tornou patrono de todo o Império, uma clara tentativa de reerguer o paganismo, que, naquele momento, vivia ameaçado pelo rápido aumento do cristianismo.

Ocorre que o dia 25 de dezembro foi a data escolhida para as comemorações do deus Sol, festa pagã que atraía a atenção dos não cristãos (e até dos cristãos, que se sentiam incomodados).

A transição do século 3 para o século 4 foi de grandes disputas entre cristianismo e paganismo. Diocleciano (284-305), imperador autoritário, empreendeu uma das maiores perseguições ao povo cristão de que se tem notícia. Fez questão de difundir ainda mais a festa do 25 de Dezembro, então uma comemoração pagã, como assinalamos acima.

Em 313, Constantino concedeu liberdade de culto em todo o Império. Em 325, Império e Igreja põem as alianças de noivado, cujo casamento vem ocorrer oficialmente em 381, com o Concílio de Constantinopla I.

Foi exatamente neste século que a Igreja Católica cria o Natal, e passa a afirmar que Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, a mesma data em que era comemorada a festa do Sol Invictus.

Em outras palavras, o 25 de Dezembro foi uma tentativa da Igreja de afogar a festa pagã ao deus Sol, numa época em que estava ocorrendo a cristianização do paganismo. Ou seja, o Natal surgiu de um desejo de vingança, de destronação do paganismo. 
O Natal, o nascimento de Jesus Cristo portanto, não ocorreu no dia 25 de dezembro!


sexta-feira, 27 de abril de 2012

FIM DE MANDATO

É tempo de começar a tapeação!
Por Jocarlosbarroso


Será mesmo, que estamos diante de uma democracia plena, onde a figura do povo sobrepuja, fazendo vigorar um regime político fundamentado nos princípios da soberania popular e, da distribuição eqüitativa de poder, ou isto tudo é balela?
Será que vivemos mesmo o regime de governo, que se caracteriza essencialmente pela liberdade do ato eleitoral, onde as divisões de poderes os tornam independentes em seus poderes de decisão e execução, ou apenas alguns vivem o regime em toda a sua plenitude, porque a maioria vive de resquícios da democracia autoritária?
Será que estamos tentando sobreviver às oligarquias de outrora, onde o governo é de poucas pessoas, ou de uma facção na direção dos negócios públicos?  
Historicamente a política são-joanense se polariza basicamente em dois grupos, e outros grupos que surgem apenas figuram como coadjuvantes, ou sendo fiel da balança na vitória, ou na derrota de um dos dois maiores, que concorrem quase sempre em igualdade de condições.
Pois bem, e é assim que fervilham os bastidores, cada um procurando nesta fase se sobressair, seja em conchavos, acordos, em idéias, ou realizações em junção de partidos. É a fase da aglutinação dos grupos até que se possa legalmente empreender a caçada ao eleitor.
Nesta fase geralmente começam os disse me disse, iniciam-se as mentiras, começam o jogo das promessas eleitoreiras, onde se promete tudo, milhões e, mais milhões, são esperados, é a situação irrompendo e, corrompendo com promessas mirabolantes, para ao final surpreenderem com as doações pelas madrugadas.
Mas é durante o dia e, principalmente aos fins de semana, como num passo de mágica fazem surgir, os postos de saúde, as creches, os asfaltamentos de ruas que ficaram anos entre a lama e a poeira, começam as reformas nas escolas, tentam de forma destrambelhada maquiar quatro, oito anos, de seca e mingua, onde se fez mais buracos do que o garimpo de serra pelada, tempo em que prevaleceu o lixo, a dengue, a falta de medicamentos, tempo de total abandono e descaso, deixando para traz um rastro de mazelas. Não é isso que estamos vendo? Inaugurações sem nenhuma estrutura prevalecendo a queima ensurdecedora de fogos e, o desperdício do dinheiro público.
E olhem que absurdo: agora justificam a falta de ações publicas na área da saúde pelo abuso do povo, que sofrendo privações faz valer seus direitos e usa a lei, a Constituição, enquanto querem a todo custo, jogar a culpa, na Justiça, quando então os advogados são os principais vilões da historia, dizem que é a justicialização da saúde.
E quanto a eles o que fazem senão não cumprirem as leis, serem insensíveis as necessidades e, covardes em suas falas enganosas?
Golpe baixo, desculpa pela falta de cumprimento do dever, e para continuarem a mentir ensaiam um movimento regional em torno desse absurdo, tentando se safarem de suas obrigações, como se pudesse, assim facilmente, mudar a Constituição Brasileira, que determina a responsabilidade pela saúde aos entes governantes a seus níveis.
É blá, blá, blá puro, conversa fiada, é distrair enganando inocentes que acreditam na fala mansa da incompetência, porque o ano inteiro foi prepotência.
Mas nós, que vivemos dias e anos sem um “mandamus” para se conseguir medicamento, ou internações, estranhamos muito.
Eu particularmente espero, desde 2005 o dispositivo a ser colocado nos postes, com a finalidade precípua de se economizar energia elétrica, como espero a nova rodoviária e o novo parque de exposições, como espero a estação cultural e adjacências, como espero, ah espero tanta coisa que não veio, nem virá!
O povo não deseja estátua, e suas necessidades aflitivas não são dignas de solução e, é aí que eu me lembro do velho Chico Anísio em seu quadro cômico do Deputado Justo Veríssimo, que prometia “PAU AO POVO E NÃO PÃO”.
Outro dia o pré-candidato a prefeito da situação questionado por uma pessoa em uma de nossas rádios sobre as estátuas, por que se tem dinheiro para estatuas e não tem para mais nada? Quando então deslavadamente disse que era verba do ICMS cultural e que vinha só pra isso! Ora, ora, quanta mentira, deu-me vontade de rir e, foi o que fiz, para não chorar, porque a mim eles não enganam, pois a lei obriga a aplicação de apenas 50% do recurso em ações culturais. E o resto? Tirem as suas conclusões.  
Ah! Minha gente chega, chega de tanta mentira e embrulhada. O asfalto do bairro Bela Vista que era para ser colocado, quando assentaram as casas, ficou para depois e, viria sem falta pela promessa do governador, mas do outro, o senador das neves, que agora virá pela promessa do governador, que nada prometeu e se prometeu não foi ao povo daquele logradouro, que pode escolher entre a lama e a poeira.
Será que tem gente ainda que acredita em cegonha? Ah isso tem, infelizmente tem, e é aí que mora o perigo.