GALÁCIA

GALÁCIA


José Carlos Barroso



Sempre me encantou a
vida de Paulo, então parti para a Galácia , era minha primeira viagem depois da libertinagem.

Ouvi os capítulos, e no quinto meditei os versículos. caminhei do dezesseis, e cheguei ao vinte e seis.

Peregrinei em Filipo, d
o um ao quatro, mas se a Galácia foi salvação, em Filipo um, encontrei a redenção.

No versículo vinte e um me aprofundei fui a frente ajoelhei no “Viver é Cristo Morrer é lucro”.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

EM NOME DA FELICIDADE



Por Jocarlosbarroso


O homem vai vivendo no vai da valsa, ou como a própria musica diz deixando ser levado pela vida – deixa a vida me levar, vida leva eu – totalmente alheio as verdades e importâncias dos princípios.
O homem passa o tempo todo banalizando a vida, gastando impensadamente e, impiedosamente seus proventos em busca dessa tal felicidade, que é falsa porque é “volátil” como o liquido que os embebedam na busca da efêmera felicidade.
O programa principal é a comilança, e a bebedice, que nas efemérides quase sempre tem hora para começar e jamais para terminar e, o resultado são as distorcidas imagens de substratos humanos a pendularem seus corpos alcoolizados em nome da felicidade.
As conseqüências podem ser desastrosas como, corpos extenuados, e ao chão, brigas imotivadas, corpos cortados por garrafas, ou furados por afiadas facas, tiros sem direção, tudo por conta de bestiais acertos de contas, cada um querendo ser mais atrevido do que o outro, sem contarmos os inúmeros desastres automobilísticos, onde o prejuízo é inevitável, sendo o menor as avarias, e o maior a incapacidade parcial ou total de locomoção, e o pior a morte.
As festas populares geralmente e, infelizmente têm esse cunho, sendo o tempo certo para a permissividade nociva, onde há um afrouxamento das normas prescritivas para comportamentos sociais distorcidos, como as atitudes em público, que sempre afluem ao sexo explícito desenfreado, ao consumo de drogas e, a outros exageros comportamentais sem explicações plausíveis para os seus acometimentos.
No Natal esquecem o aniversariante, no reiveillon os princípios básicos da família, onde o lugar da ceia deixa de ter o cunho de uma reunião fraternal entre família e amigos para se perder nessa total estupidez.
Mas meus caros, esse texto não tem a intenção de nos remetermos ao falso moralismo e, sim a uma reflexão das conseqüências dos exageros. Tudo deve ser comedido, pois assim não haverá arrependimentos e, conseqüências desastrosas.
Não se esqueçam tudo o que vai pelo mundo é volátil, então não deixe o seu amanhã ter outro significado, para tanto caminhe com JESUS, pois ELE É O CAMINHO A VERDADE E A VIDA E A ELE TODA HONRA E GLORIA.


sábado, 17 de dezembro de 2011

A MUDANÇA DE NOME: SÃO JOÃO BURACOCENO




Por Jocarlosbarroso



Confesso que temos por aqui uma plêiade de sectários do humorismo, sendo a ironia inerente, e não um complemento subjetivo.
Parece que nossa gente, apresenta genes nos cromossomos que determinam essa característica hilariante
Em São João pode-se até perder a amizade, mas a piada jamais! 
E esses geniais indivíduos têm se multiplicado na medida em que outros os dão motivos suficientes, e isso é fato incontroverso.
Pois bem, neste sábado lançaram em um dos jornais da cidade, uma chamada muito interessante, que bastaram as fotos, para dizerem tudo, afinal há imagens que valem mais do que mil palavras.
Ei-la: SÃO JOÃO BURACOCENO
Porém eu não me contentei e sugeri que talvez fosse melhor que uma lei fosse apresentada na Câmara Municipal trocando-se o nome da cidade para SÃO JOÃO BURACOCENO, por ser mais sugestivo, já que o imensurável números deles faz com que essa possível troca de nomes nos leve a um conhecimento maior.
E foi aí então que surgiu outra idéia! Que tal junto a aprovação da lei viesse ainda o lançamento de uma peça teatral intitulada “SÃO JOÃO DO BURACO...EM...CENA!”
Não precisamos falar que o “TATU” seria personagem certa. Outro personagem e com papel principal teríamos o Senhor “RATÃO”, e no papel principal feminino contracenando com o “RATÃO” a RATAZANA MÃE e compondo e a família, o “RATINHO CHAROPINHO” e o “TOPO GIGIO”. Com participação especial do “MICKEY MOUSE”, e do “JERRY” sem o Tom, naturalmente, e compondo o elenco alguns “FUROES” e as “CAPIVARAS” entre “PACAS” e beijos.
A chamada para a grande estréia seria assim:

A MUDANÇA FINALMENTE CHEGOU!
Ao fundo o samba do Dicró intitulado O POLITICO:
Mais ao menos assim: Dei cimento, dei tijolo, dei areia e vergalhão, subi morro, fui à favela, carreguei neném chorão, dei cachaça e tira gosto e, dinheiro de montão....  

A GRANDE PROMESSA DE MUDANÇA, DEPOIS DE TANTOS ANOS, ACABA DE CHEGAR A SÃO JOÃO NEPOMUCENO.

PARTICIPEM DESSE MOMENTO, VENHAM ASSISTIR A GRANDE MUDANÇA DE NOME DE SÃO JOÃO, E PARA VOCÊ ENTENDER BEM O QUE ESTÁ A ACONTECER ASSISTA A PEÇA NO CINE TEATRO BRASIL. NÃO PERCAM VENHAM RIR DE MONTÃO!

VEM AÍ...VEM AÍ, SÃO JOÃO DO BURACO...EM CENA!

E meus prezados atentem para os personagens, vejam do que são capazes, e para que fiquem bem informados alguns dos artistas já foram escolhidos e já estão de posse do script, e você facilmente reconhecerá cada um deles.  

AGUARDEM....AGUARDEM!!    

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

CONTINUIDADE, OU UM MUNDO LEVADO A SÉRIO?



Por Jocarlosbarroso


A seqüência, e o desenvolvimento contínuo, mesmo que incoerente de uma idéia pode fazer parte do desejo incontido dos que não vêem a verdade, ou pode estereotipar a ausência absoluta de discrepância.
Se há erros sucessivos, e não há meio de consertá-los em razão do tempo, e da incompetência é chegada à hora da radical mudança, porém há de se observar e alertar para o estabelecimento de uma mudança séria, até porque o que estamos assistimos de alguns anos para cá é uma mudança de brinquedo, tremendamente desastrosa, e assim o foi, e é pelo emprego do discurso mendaz.
Nunca se mentiu tanto, nunca tanto se caçoou, afinal nunca existiu compromisso algum com a verdade. A prioridade sempre foi a lorota, e ela vem sendo contada dia a dia pela mídia local que inocente, ou de forma proposital vem se dando a prestar esse papel, enquanto o povo vai sendo espoliado.
É preciso que a verdade seja dita. Quando vierem calçar a sua rua ou asfalta-la, receba o beneficio, mas lembrem-se das amarguras que alguém viveu pela privação do seu direito, amassando barro, ou comendo poeira, tendo que conviver com o bicho de pé, com os carrapatos e as pulgas.
Quando soltarem os foguetes por algum aparelho (raios-X) encaixotado há um ano, lembre-se que alguém dele precisou um dia e, que esperavam a hora oportuna para os soltarem. Aqui se lê esperavam o tempo de novas eleições.
Quando aos ouvidos lhe soarem os absurdos lembrem bem de outros, como o dispositivo que ia ser colocado nos postes para economia de energia, ou daquele um milhão prometido em palanque eleitoreiro, e que nunca apareceu.
António Aleixo com apropriada sapiência nos convida a meditar em citação abaixo
Vós que lá do vosso império prometeis um mundo novo, calai-vos, que pode o povo querer um mundo novo a sério”.
A frase é pertinente e, cai como luva no momento que estamos vivendo, e não podemos dizer que seja como um alerta, mas sim como uma certeza de que uma nova situação vem surgindo em cada canto.
Cabe-nos, e a todos, que indignados estão arregaçarem as mangas, e partamos em luta perene, porque O perene murmúrio traz docemente o choro da cascata.
Talvez possam até terem tentado, mas a continuidade das tentativas nos mostrou uma seqüencial de erros inadmissíveis e, é essa continuidade que haveremos de combater doravante, até porque está atrelada a robustas mentiras.   
O buraco não pode perpetuar como indicativo popular de uma cidade, tal como aconteceu com a rua – RUA DO BURACO (A RUA COMENDADOR JOÃO MEDINA).


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

BOM GOSTO ...MAU GOSTO, E DESGOSTO!



Por Jocarlosbarroso


Há sempre alguém por aí julgando valores estéticos segundo critérios subjetivos, sem estarem presos a normas preestabelecidas, sendo bom lembrar que direito lhes assiste.
Há pessoas até com gosto requintado, porém temos reparado, que o gosto anda minguado, representado pela falta de gosto, que tem avançado, e conquistado espaços impensados, que jamais em tempo algum alguém imaginou, que fossem paraísos destinados a procriação de aberrações, e assim pudessem ultrapassar limites.
E é justamente essa ausência de gosto, ou presença de mau gosto, que nos tem levado ao desgosto.
Desgosto não com significado de ausência, mas traduzindo um estado de descontentamento, de aversão, de repugnância mesmo.
É nesse aspecto que no dia de hoje o mau gosto me chamou a atenção, quando fiquei a frente da primeira ornamentação NATALICARNAVALESCA do calçadão da Rua Coronel José Dutra. 
Que coisa horrorosa! Custa-me acreditar na sua existência e, confesso que estou vivendo esse confronto do que é bom ou excelente, como o péssimo. E fiquem sabendo, que para se chegar ao péssimo e horrendo é bem mais fácil, pois basta apenas que nos assentemos numa cadeira e passemos a ordenar sem critérios.
Será que esta é a atual produção cultural? Se for muito eu lastimo, pois à produção cultural exige muito, e o que vemos é a sua banalização, já que está resumida no emprego de material metalizado ultrapassado, colocados pelas marquises e postes.
O outro absurdo alcança o topo da Rua Coronel José Dutra e termina de forma horripilante, pois fere um dos nossos cartões postais.
Se você ainda não reparou, observe do calçadão o alto do morro da igrejinha de São José, e veja o crime cometido contra o patrimônio cultural.
Onde está o Conselho do Patrimônio Cultural? Pensei que existia! Ah! Mas onde está a empresa de consultoria contratada para esse fim? Será que depois do insucesso da aventura do tombamento em massa, empreendido no entorno da Matriz resolveram partir?
É um crime contra o patrimonio cultural essa absurda construção ao lado da igreja de São José, um ataque atômico a uma arquitetura de quase cem anos, atingida por um galpão metálico, de um mau gosto assombroso, cuja aba lateral ultrapassa limites, e chega ao absurdo de interromper a visão integral desse cartão postal de cidadezinha do interior mineiro onde a igrejinha é o centro das atenções.
Mais uma vez custo a acreditar no que vi. Eu queria tanto não falar nada! Mas o que posso fazer se eu sou provocado? É um absurdo! E absurdo é que não falta!
ASSIM O BOM GOSTO PASSOU LONGE, CORREU LÉGUAS, E CHEGOU SÓ O MAU GOSTO, E COM ELE O DESGOSTO!


domingo, 4 de dezembro de 2011

O PINÓQUIO CHEGOU! NÃO! OUTRA VEZ NÃO...


Por Jocarlosbarroso

Eu li outro dia num de nossos jornais, que está para chegar a nossa cidade uma carreta enorme contendo muito dinheiro. Isso, dinheiro vivinho mesmo, cerca de seis milhões de reais, é eu somei direitinho, e é isso mesmo.
A principio fiquei pasmo, imaginando o prestigio dessa comissão "SÃOJOANENSE" junto aos tantos deputados procurados, (ALIÁS MUITOS DELES ESTÃO SENDO PROCURADOS),depois fiquei aflito e ansioso pela chegada desse dinheiro! Minha nossa, é muito dinheiro de uma só vez.
Mas minha euforia durou pouco, pois depois cai na real, e comecei a me lembrar, pois parece que é o mesmo filme, que eu vi há uns oito anos atrás.
Esse dinheiro deve ser tipo aquele, que anunciaram tempos atrás em um palanque eleitoreiro, véspera do dia da eleição, lá pelas bandas da estação. Na época era um milhão, um dinheirão, que terminou não vindo e nós, pobres mortais, continuamos com o milhinho mesmo. 
Então vamos com cautela, pois essa gente tem mania de grandeza!
E começamos a imaginar: Talvez essa carreta esteja chegando trazendo uma equipe de eletricistas para colocarem nos postes o tal dispositivo para economia de energia  elétrica, anunciada também em panfletos eleitoreiros.
Talvez essa carreta também esteja transportando o dinheiro para o novo parque de exposições, o complexo cultural no espaço da rodoviária, onde ainda seria construído um anfiteatro, com cento e cinqüenta lugares, ou os quiosques para os novos espaços públicos de alimentação de nossa cidade, que seriam construídos para abrigar, Mc Donalds, Habibis, Bobs, e outros, que foi comentado pelo povo, e outras coisas mais, que agora me fogem da memória.
Em nome da modernidade e da beleza arquitetônica retiram os trailer e pronto. È até um deles foi jogado fora sem a mínima explicação, apenas pela manutenção  de suas arrogâncias.
PREZADOS LEITORES ISSO TUDO É BALELA, É BLÁ... BLÁ... BLÁ DE POLITICO
É papo que antecede as eleições, mentira da grossa, não acreditem mais nessas estórias da carochinha.
E por falar em mentira, o bonequinho do vovô Gepeto, falou tanta mentira, que o seu nariz cresceu, e cresceu tanto, que virou uma árvore.
GENTE, GENTE, eu estou avisando, tem muito PINÓQUIO pela área, vocês não estão vendo, pensem um pouco, eu até entendo que está chegando o Papai Noel, com o seu saco de presentes, mas daí a acreditar que o neném vai chegar no bico da cegonha é demais!
E foi aí que eu encontrei as razões para a construção de um certo castelo, daqueles que eu só via nos livros infantis, tipo CINDERELA, que na verdade era e é um tipo de afronta aos pequeninos vassalos, que naquela época e nesta gostariam de estar presenteando a sua família, com alguma lembrancinha.
Isto parece enredo de filme épico, da idade média, do tempo das cruzadas onde o cavaleiro combatia seus inimigos com armaduras de ferro, e depois entrava nos seus castelos de pontes elevadas.  
E como eu conheço muito bem esse tipo de gente, isso não vai parar tão cedo. A tendência dessas mentiras e mentirinhas são permanecerem, para que enganando por mais um ano, possam vislumbrar o poder.mais uma vez. Salvo engano irão até as próximas eleições.
A propósito encontrei hoje, com um amigo, que longe a algum tempo de São João, nada mais que seis meses me disse com ar alvissareiro:
-Zé quanto progresso, São João é um canteiro de obras é buraco pra todo lado! O que estão construindo ali perto do posto São Cristóvão? Que buraco enorme!
Bem meu caro ali talvez venha a ser a nossa primeira estação de metrô, não espante com nada, pois ali atrás da fábrica de tecidos terá uma outra, demorou muito pra começarem, mas está indo de vento em polpa, tipo corrida de tartaruga.
No Bairro São Sebastião nós teremos outra, pois estão aproveitando os barrancos que caem para construírem as estações de metrô, coisa de economia, você entende, não entende?
Eu lhe falei ainda das verbas que estão para chegar. E o meu amigo logo me contou um caso que se passou aqui em São João.
Disse ele, que numa ocasião Tancredo Neves em uma de suas visitas a São João prometeu a dois senhores uma verba significativa para melhoramentos no Botafogo FC.
Esses dois senhores rumaram para Belo Horizonte e, por varias estiveram com um secretario de Tancredo até que um deles retornou a São João e o outro ficou, ficou e não deixou de ir ao encontro do secretario um dia sequer, até que com pena desse senhor o secretário resolveu dizer o seguinte: Eu estou vendo o senhor todos os dias aqui, e nada, então vai por mim, fale com o Dr. Tancredo para trocar o s pelo z, desse AUTORISADO aqui, porque autorisado com "s" é para não arrumar a verba, e autorizado com "z" é para arrumar.  
ENTÃO VAMOS ESPERAR PRA VER, ESTAMOS ACHANDO QUE ESSES MILHÕES FORAM AUTORIZADOS COM O “S” NÃO COM O “Z”.

 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

BARRIGUDO...BARRIGUDINHO...LAMBARI DE ENXURRADA


Por Jocarlosbarroso


Consultando o novo léxico Aurélio, o que vem a ser um barrigudo, acabamos por vir saber, que é aquele que tem a barriga grande, volumosa.
Já o seu diminutivo barrigudinho, embora traga um sentido natural de afetividade ,ou um traço até eufêmico, por vezes seu emprego pode ser também irônico.
Bem, mas barrigudinho, são pequenos peixes de cabeça achatada e escamosa, boca protátil, linha lateral não distinta e nadadeiras ventrais pequenas ou ausentes. Há várias espécies vivíparas; habitam em águas doces e estuários dos grandes rios. 
Porém em nossa pesquisa fomos em busca do significado do lambari de enxurrada e, sinceramente não encontramos algo nada técnico, daí então recorremos ao nosso dicionário do tempo de criança para designar esse peixinho, sim peixinho porque não me lembro de ter visto um maior de dois centímetros.
Esse tipo de peixe em nosso tempo de criança era justamente um nome mais bonito para darmos a esse tipo de peixe, já que tecnicamente falando é ele o barrigudinho, certamente uma palavra usada por eufemismo.
Apanha-los era uma de nossas diversões preferidas pelos córregos, que cortam São João, coisa de menino do interior, pega-los nos córregos, como o “stiduuuum” nome vulgar do córrego São João.
Voltando ao nosso estudo sobre a designação de peixes acabamos por descobrir o significado de outro peixe, o baiacu, que por momentos fica  bem barrigudo, pois possui uma propriedade interessante, ou seja, de poder inflar a barriga, quando fora da água, ou para boiar , e fugir à perseguição dos inimigos, podendo ainda designar um indivíduo gordo e baixo.
A natureza é prodigiosa, minha gente, e nos revela coisas interessantes como essa do baiacu, que infla  a  barriga para fugir da perseguição do inimigo, mas fazendo uma analogia com os homens, talvez possamos dizer também que há alguns deles que tal como o baiacu inflam a barriga, por se julgarem superiores e poderosos, são soberbos pela própria natureza.
Mas se a natureza é admirável, não menos o é a perspicácia da criança, que com a sua dissimulada ingenuidade pode oferecer e traduzir significados e personalidades próprias de algumas pessoas, que pouco ou nada representam.
Assim é interessante o raciocínio por analogia, que as crianças fazem, achando um ponto de semelhança entre coisas diferentes, uma similitude, como essa dos peixes, fazendo com que o barrigudinho seja nada mais, nada menos do que o lambari de enxurrada.
A criançada dá ao barrigudinho, esse peixinho que na verdade só serve para manter  o equilíbrio da cadeia alimentar de peixes maiores. esse apelido de lambari de enxurrada, como forma eufêmica de enaltecê-lo, e de torná-lo simpático. 
Porém meus caros, essa denominação traz em seu bojo a malícia, associada a intenção satírica do homem, que altera seu nome, mas com significado intrínseco, e por vezes de forma pejorativa, quando desdenhando, passa a se referir ao homem que nada faz, nada de importante, e de bom construiu, aquele que não se sabe de onde veio, e para que veio,  e que verdadeiramente não passa de um reles peixinho, sem importância alguma, que virou baiacu, inflando e fugindo de seus inimigos em outras plagas.
Quero ao encerrar dizer, me desculpem, porque não sou um especialista em peixes, muito menos biólogo juramentado, ou coisa parecida, apenas gosto de estudar o significado das palavras, que ouço, e que podem significar muito mais do que você imagina.
Enfim se ao ler esta crônica você identificar qualquer desses peixes, e se notar alguma semelhança com alguma pessoa conhecida, só podemos dizer, que qualquer semelhança é apenas uma mera coincidência!  
Eu como um barrigudo, e outros como eu conheçemos alguns barrigudinhos, e que para torná-los mais simpáticos, os chamamos de lambaris de enxurrada, mas também conheçemos alguns baiacus, que coincidentemente são os mesmos barrigudinhos e lambaris de enxurrada.



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

MAIS UMA VEZ VOCÊ NÃO FOI! MAIS UMA VEZ VOCÊ PERDEU!


Por jocarlosbarroso



Dia 26 de novembro de 2011, mais uma vez você não foi, mais uma vez foi você que perdeu, porque não viveu intensamente esse dia, e sim apenas o ruminou como opróbrio.
Por que insistes e, tanto relutas em não elevar seu conhecimento acerca da literatura, da história, da musica, da pintura, do teatro, das ciências e de tantos outros campos, distinguidos, e que estão a sua inteira disposição?
Porque essa preferência incomum pelo banal, e pela vulgaridade? Onde a mulher “melancia”, a samambaia, a moranguinho, a jaca, e toda essa salada de frutas insípidas, e vulgares, é decorada pela flora do despudor e que juntas tomaram lugar comum? Será que o prosaico e o limitado lhe soam mais aos ouvidos, e isso é o que mais encanta seus olhos?
Outro dia em desabafo emocionado em uma reunião solene da Academia São-joanense de Letras Artes e Ciências – ASLAC denunciamos o desinteresse do povo em participar, prestigiar essa instituição cultural, fundada em 28 de fevereiro de 2011, nascida com a finalidade precípua da promoção cultural nesta cidade, que infelizmente foge léguas da cultura, preferindo o culto às banalidades, as boçalidades, e afins, valendo dizer que é a “curtura” propagada que tem sido prestigiada, o que é um absurdo.
De nossas lideranças institucionais educativas, de classe, associativas, desportivas, de comunicação, religiosas, filantrópicas, de segurança, e de justiça, sinceramente esperávamos mais, mas mais ainda esperávamos do poder público, executivo e legislativo, sim, pois são eles que nos representam, e como temos sido mal representados!
Sim, são todos, com raríssimas exceções, como o vereador Rodrigo Barbosa Ribeiro, que tem nos prestigiado com a sua presença, demonstrando compromisso, educação e distinção, adjetivos que andam faltando àqueles que só dizem aos quatro cantos que representam o povo. Para ser franco, e isto faço questão, vocês não me representam, pois sem querer ser mais, vocês passam longe das virtudes.
E é assim meus caros, que a cultura vai de mal a pior. É a pior possível, e só se salva pelos isolados grupos que agem a contragosto de muitos, sem apoio algum, vivendo do pouco do nada. Que absurdo! Quanta negligencia, e parcimônia despropositada.
Agora um dado absurdo: Vocês sabiam que mais de sessenta pessoas são convidadas todos os meses para as solenidades de posse dos membros da Academia, e nenhum deles compareceram. Já foram realizadas cinco posses, para conhecimento de todos.
Fica aqui um recado. Não pensem que estão desprestigiando aos outros de quem talvez não guardem o menor resquício que seja de simpatia. Ledo engano. Você está desprestigiando a si próprio, num ato insano e desrespeitoso com sua inteligência, já que prefere prestigiar o que é mesquinho, mísero, insignificante, ridículo, medíocre. Muitos até se julgam idiotas, o que temos infelizmente que concordar.
Coitado desses ausentes, pois se ausentes como poderão conhecer o que é nobre de bons princípios, e tudo o que efetivamente é bom?
É preciso que a verdade lhes venha a mente de que o passado não pode ser encoberto com tecido não tecido, ou com esse presente cultural que não deixa rastro de dignidade, de sabedoria e tenacidade.
Naturalmente deves estar pensando o que efetivamente perdeu, mas eu lhes digo. Você perdeu estar conhecendo MARIA DA GLÓRIA DE LIMA TORRES, AYMAR DE MENDONÇA LOPES, OROZIMBO FAJARDO ROCHA, CARLOS ROCHA, NILO CAMILO AYUPE, UBI BARROSO SILVA, CLAUDIO TEMPONI, GEORGE HEUGERBART, EDUARDO, SODRE, SEBASTIÃO ITABORAHY SOBRINHO, GABRIEL ARCHANJO DE MENDONÇA, LAURETO ALVES DO NASCIMENTO, e talvez não venha conhecer também MARIO ROBERTO LOBUGLIO ZAGARI. Todos estes, meus prezados ausentes, ajudaram a soerguer este Município, o Estado de Minas Gerais e o nosso Brasil, com trabalho e exemplos.
É pena que você não pode conhece-los!
Mas não se inquiete, naão te espantes, e nem tema, pois você terá outras oportunidades, se é que é esse o seu desejo de agora em diante. Porém se não for, fazer o que!?