GALÁCIA

GALÁCIA


José Carlos Barroso



Sempre me encantou a
vida de Paulo, então parti para a Galácia , era minha primeira viagem depois da libertinagem.

Ouvi os capítulos, e no quinto meditei os versículos. caminhei do dezesseis, e cheguei ao vinte e seis.

Peregrinei em Filipo, d
o um ao quatro, mas se a Galácia foi salvação, em Filipo um, encontrei a redenção.

No versículo vinte e um me aprofundei fui a frente ajoelhei no “Viver é Cristo Morrer é lucro”.



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

UM PAPAI NOEL "BIRITEIRO":


Por José Carlos Barroso


Dias atrás lhes contei sobre o fato de eu ser testemunha ocular da prisão do Coronel, mas foi por lá também, que acabei de deparar, com o velho Papai Noel, que já cansado pelos seguidos anos de trabalho acabou por fazer, como tantos, que também escolhem aquele local a Praça do Coronel para descansar e deixar a conversa rolar ao lado de uma bebidinha.

Pois bem e lá está ele, o folgazão e bonachão velhinho, na sacada da centenária Escola, bebericando sei lá o que, suco não deve ser, talvez um coquetel (mistura de duas ou mais bebidas alcoólicas se prestarmos bem atenção na taça em cima da mesa), debaixo de uma sombrinha sobre a “sombra da noite”.

Até aqui nada de esdrúxulo, nem mesmo bizarro, já que se trata apenas de um reforço de cena, dando idéia da intensidade do calor à noite.

Eu até entendo, o tempo não está para brincadeira e aqui em São João o calor tem ficado mesmo mais do que insuportável, principalmente para ele, o Papai Noel, com aquela roupa vermelha e as barbas longas, e ainda por cima com um gorro na cabeça, o pobre coitado deve estar “morrendo de calor”.

O pior é que não obstante a todo esse calor, o tempo não deve passar para o Noel, pois nenhuma criança pode chegar até o bom velhinho já que há uma cercadura de inusitado mau gosto a separá-lo das crianças.

Que covardia, um velho ao sol causticante de dezembro, ainda tendo que conviver com a mais recente proibição às crianças, ou seja, de vê-lo de perto, já que esperam por um ano para viverem os seus sonhos.

Bem mais, esse tra lá la´não tem significado se não dermos alguma sugestão, e então aí vai a nossa, para que pelo menos retirem aquela birita de cima da mesa onde o Noel está e coloquem-no lendo o também centenário Jornal “VOZ DE SÃO JOÃO”, ou um bom livro, já que para quem trabalhou tanto dando bons exemplos para as criançinhas esse exemplo de biriteiro está pra lá de péssimo.

Logo ele, que já entrou pela janela, carregou sacos de presentes, gesticulou e cantou por aí, tocou sininho, ficou sentado em cadeira de balança, desceu chaminés, passou por telhados e tantas outras coisas, para ver uma criança alegre, e agora justamente numa escola de crianças e depois de aposentado começaram a dar-lhe birita.

Será lastimável, como inadmissível, se ele vier a cair da sacada, por estar tonto.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

É O HOMEM BRINCANDO DE SER DEUS E CONSEGUINDO SER "deus":

Por José Carlos Barroso


Foi noticia no dia de hoje por todo o mundo: “CIENTISTAS CRIAM ANIMAL A PARTIR DE UMA MÃE E DOIS PAIS”.

O sub titulo ainda é mais estarrecedor, pois diz o seguinte: “Técnica poderia, ajudar casais homossexuais”.

Meus amados descrevem, os cientistas que a tecnologia usada foi das células tronco, criando então um camundongo, que tem dois pais e uma mãe. Segundo a comunidade cientifica, é um avanço, que certamente em muito irá contribuir na preservação de espécies ameaçadas e, pasmem, para que no futuro casais homossexuais possam ter filhos com sua herança genética.

Até onde o homem pensa que vai tentando ser Deus e conseguindo brincar de deus?

E Ele, que sabe de todas as coisas, já nos alertava há muito, quanto a torpeza do homem, vejam:

Romanos 1. 26 Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza;
27 semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.

O homem vai aos poucos “avançando” e cometendo as suas impudicícias, sob a égide da modernidade tecnológica, dos avanços no campo biológico e genético, clonando e se consagrando ao diabo.

Mas amados, bonzinhos que são, os pesquisadores liderados por Richard R. Berhringer, pesquisador do Centro de Câncer Anderson, do Texas, divulgaram ainda que falta um longo caminho até que a descoberta seja aplicada ao homem. Muito bonzinhos não é mesmo?

Mas vocês já repararam como as coisas têm avançado nesse campo, e no interregno da primeira clonagem para essa nova descoberta as coisas avançaram a passos largos.

Então não se iludam que daqui ha bem pouco poderão vir os homens a terem também seus filhos, mas com outro homem.

Em Corintios 9.10 Deus através de Paulo nos previne

9 Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas,10 nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.
E continua Paulo em nome de Deus, ensinando a saída, a salvação para tudo em Corintios 11:

11 E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.

O que está a acontecer já estava previsto, porém cabe aos homens entenderem, e não se entregarem aos céticos, e as coisas do mundo, permitindo que esse
“erro moral não venha se tornar um direito civil”.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

TRANCAFIARAM O "CORONEL":



Por José Carlos Barroso


Andando pelas ruas de minha cidade, cheguei à praça e fiquei admirado com um crime que sem querer acabei presenciando, e assim me tornando uma testemunha ocular.

Tratava-se de um crime cometido em face da arte arquitetônica, e principalmente ao patrimônio cultural de nossa cidade. E surpreendido pelo delito, minha reação foi exclamativa – Gente trancafiaram o Coronel!

E continuei – Como profissional do Direito só me resta interpor um Hábeas Corpus, para livrá-lo dessa cadeia pública, que querem impô-lo, como um bem a municipalidade. Mas por que? Não respeitam nem mesmo o estatuto do idoso.

Perguntei também há muitos que por ali passavam: Mas o que fez de ilícito esse nosso Coronel ao longo dos anos, que eu não fiquei sabendo? Sim porque eu estive com ele durante cincos e preciosos anos de minha vida, assim como todos da minha família, alias esta convivencia começou com meu avô, o Juca Barroso, ha cerca de cem anos atrás.

Fiquei ali observando os homens encarcerá-lo admirando até mesmo a rapidez com que executavam o serviço. Permaneci fitando-o por bom tempo, divagando pelas lembranças do meu tempo de criança, dos cinco até os meus dez anos, em que como muita honra com esse Coronel pude conviver.

Depois lembrando, e navegando entre saudades, agora mais adiante em pensamento, já no meu tempo de adolescente, tempo dos Beatles, do começo de meu namoro, por sinal com a mesma eu casei e tive meus preciosos filhos. Mulher de causar inveja, pois era a mais linda da época e, os que a conheceram não poderão negar, nem mesmo me contradizerem.

Quantas festas, farras, encontros, conversas, ali tivemos e vivemos. Alias foi ele que me viu pela primeira vez usando calça comprida, por sinal acompanhou todos os meus passos até aqui.

Sempre o achei o tal, imponente, austero, mas jamais soberbo, pois sempre foi uma constante receber todos com muita educação, sem distinção, e foram milhares que puderam sentir o gostinho desse paizão, e com que alegria ele nos acolheu, sempre nos abraçando forte. E até hoje ainda ele é assim, com outros pequeninos.

Pois é minha gente, ali com ele brinquei, estudei, pintei e bordei (não de fazer bordado claro) e agora está num cárcere, numa jaula, no xadrez, nos deixando sem saber o que de errado fez.

Calma, calma pessoal, o estou a dizer é da cercadura, isso mesmo, aquela porcaria que pensam estar a guarnecer o contorno da Escola Municipal Coronel José Braz, a sua frente, que de forma alguma irá adornar, enfeitar, ou que borda a orla da centenária Escola.

É cerca pura e simples, abraçando um dos mais ricos patrimônios, cultural e educacional, de nossa São João Nepomuceno. Cerca de péssimo gosto, por sinal nada diferente se fosse de bambu, alias seria mais original e naturalmente mais barato.

Alias para que todos fiquem sabendo sempre disse que aquela bela fachada merecia um contorno seguindo pelos passeios, adornando-a, com um gradil, seguindo os padrões da época em que construíram a escola e trouxeram aqueles ricos postes para iluminar a praça, por volta dos anos de 1915 até 1929, data da construção do prédio.

Um gradil com florões, lancetas e com vergalhões losângicos, de maior espessura, conseqüentemente de maior resistência, jamais aqueles finos arames entrelaçados, que contrastam de forma errônea, com o plano secundário (aquele que vem após o primeiro). Por sinal talvez foi esse mesmo o sentido, que quiseram dar àquela beleza arquitetônica, ou seja, de levar a Escola Municipal Coronel José Braz para um segundo plano literalmente.

Tenham dó, aquilo deve ter vindo de alguma fabrica especializada em construir telas para estádios. Antigamente meus amigos todas as obras de arte que estão a embelezar a cidade eram originadas da Fundição Indígena do Rio de Janeiro.

Assim o que fez de errado o nosso Coronel José Braz, para merecer tanto castigo, por conta dessa modernidade, barata, e por isso banal, como ordinária e medíocre.

E de forma antagônica a famosa frase vetusta, mas profunda, com que o Dr. José de Castro Azevedo encerrava as suas historias de nossas ruas: "Há na força do passado a alegria e o consolo das ressurreições”, construímos uma mais atual talvez não tão moderna, como o gradeamento prisional da Praça do Coronel, que para muitos se assemelha a uma enorme rede mosquiteira.

Há na força do presente a tristeza e o desconsolo das intercessões medíocres”.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

UM LASTIMÁVEL DESCASO

Por José Carlos Barroso


Faz uma semana, que pessoalmente entreguei uma correspondência ao Presidente da Câmara Municipal de São João Nepomuceno, isto ocorreu no dia 11 de novembro do corrente, com endereço certo, ou seja, ao Presidente e aos Vereadores de nossa Câmara.

Trata-se de um alerta importante àqueles, que são os legítimos representantes do povo, cuja função precípua é a de legislar e fiscalizar o executivo. O documento entregue versa sobre o patrimônio histórico cultural que se encontra no solo de nossa terra, e da sua importância para o Município.

Estou falando meus amigos do SÍTIO ARQUEOLOGICO HISTORICO AUGUSTO GLORIA, este devidamente registrado no IPHAM, e uma verdadeira preciosidade histórica deitada abaixo do solo.

Vejamos primeiramente a historia reeditada neste Blog e publicada anteriormente no Blog: jannepomucky.blogspot.com (UMA COMPILAÇÃO DE DADOS HISTORICOS SOBRE O MUNICIPIO DE SÃO JOÃO NEPOMUCENO E UM FONTE DE PESQUISAS) e, em uma edição histórica do Jornal O Sul da Mata:

O Sistema de Saneamento: água e esgoto em São João Nepomuceno.

Por José Carlos Barroso
O Poder Público Municipal fez publicar importante revista sobre a cidade de São João Nepomuceno isso no ano de 1916, fonte histórica de pesquisa, escrita por Roberto Capri e editada por Pocai Weiss & Companhia de São Paulo sendo Agente Executivo (Prefeito) o Dr Péricles Vieira de Mendonça, Presidente da Câmara Municipal.
Entre tantas histórias importantes ele nos relata fato precioso sobre o inicio do saneamento na cidade.Mas a historia é mais farta e recheada de fatos pitorescos e curiosidades o que nos faz embrenhar mais ainda por seus caminhos nos maravilhando com o estilo empreendedor dos homens da época, munícipes antecedentes que construíram nossa historia ao sabor da luta com finais de vitória.
Vejamos então.
Quando São João Nepomuceno, era dirigido por Dr. Augusto Gloria Ferreira Alves, isso em 1909 visitou a cidade o Presidente de Minas Gerais (hoje Governador) Francisco Sales com sua comitiva, foi calorosamente recebido pelo povo são-joanense e em mensagem ao povo o Presidente dirigiu-se ao Agente Executivo Dr. Augusto Gloria e perguntou-lhe: Qual o serviço público mais urgente para a cidade? Imediatamente a resposta foi clara, lógica, decisiva e direta: O saneamento, ou seja água canalizada e rede esgoto.
Não havia outro serviço mais urgente a se empreender uma vez as condições sanitárias eram precaríssimas. Os dejetos humanos eram colocados em barris e transportados em carroções puxados a mulas e burros, durante a madrugada e depois jogados em córrego fora da cidade.
Não é de admirar que nessas circunstâncias fosse quase endêmica a ocorrência de enfermidades infecto contagiosas como as colibaciloses e tifoses e paratifoses agrupadas ao titulo de salmoneloses , ou as desinterias bacilar e amebiana, entre outras até mesmo a tuberculose que se apresentava em numero vultuoso.
Diante da resposta do Dr. Gloria o Presidente Francisco Sales assumiu de imediato o compromisso e, com efeito, não tardou a chegar a São João uma comissão para estudos dirigida pelos engenheiros Dr. Lourenço Baeta Neves e Prof. José Barcelos de Carvalho.
Findo o mandato de Francisco Sales seu sucessor Dr. Bueno Brandão, que havia incluído em seu plano de governo o saneamento nas sedes dos municípios mineiros, determinou a realização de estudos e pesquisas para determinação do manancial onde a água deveria ser captada, estudos esses realizados pelos Doutores e professores José Barbosa de Oliveira Flores (engenheiro chefe) José Nogueira de Sá e Leopoldo Rodrigues Alves (engenheiros auxiliares) da Escola de Engenharia de Ouro Preto.
Ficou decidido que a capitação da água se fizesse no Córrego dos Medeiros na Serra do Descoberto, afluente do ribeirão do Grama que é tributário do Rio Novo.
Findo o mandato de Dr. Augusto Gloria assumiu o executivo o inolvidável são- joanense José Henriques Pereira Brandão, o Zeca Henriques que adquiriu pela Câmara Municipal por quinze contos de reis uma propriedade com noventa alqueires de mata, no então distrito de Descoberto, (escrituras originais parte do acervo da Fundação Cultural São João Nepomuceno) dentro da qual nasce e tem o seu maior curso o córrego dos Medeiros por escritura publica passada em 4 de dezembro de 1911.
Estas terras ainda são de propriedade do município de São João Nepomuceno e guardam relíquias como o sistema de captação em caixas e a residência do fiscal da mata, que se tornou mais tarde a primeira reserva biológica do Estado de Minas Gerais.
No período administrativo de 1912 a 1915 foram iniciadas e concluídas as obras sob a direção do engenheiro José Barbosa de Oliveira Flores dotando nossa cidade de um dos mais perfeitos serviços de água e esgotos do Estado de Minas Gerais semelhante na época ao da cidade de Santos em São Paulo e segundo historia oral aos moldes da cidade de Paris, a capital francesa.
Tecnicamente podemos descrever o tanque fluxível, como um reservatório subterrâneo de água destinados a fornecer descargas periódicas sob pressão dentro dos trechos de coletores sujeitos a sedimentação de material sólido, para prevenção contra obstruções por sedimentação progressiva, que coube ao engenheiro Francisco Rodrigues Saturnino de Brito, inventar o original. Saturnino que é patrono da Engenharia Sanitária no Brasil, pois foi o "primeiro engenheiro sanitarista do Brasil", com uma imensa obra publicada no Brasil e na Europa e inventor de diversos sistemas não patenteados (pois julgava-os, corretamente, um benefício para a humanidade e não como fonte de renda própria ) entre eles o " tanque fluxível tipo Saturnino de Brito" responsável pela elaboração do sistema na cidade de Santos.
Compreendia o sistema de captação de caixas de areia em numero de quatro para decantação da água captada com uma vazão na época de cerca de 18 litros por segundo ou seja arredondando-se os números tínhamos um milhão e quinhentos mil litros de água em vinte e quatro horas
Todos os depósitos providos de comportas para descarga quando se fazia necessária sendo o segundo e o quarto deposito munidos de duas grades e ralo esférico que se era ligado à canalização.A canalização tinha diâmetro de 175 milímetros numa extensão de 13.704 metros sendo 9.115 de tubos de aço envolvidos de mamadas impermeáveis de juta e asfalto intercalados nos trechos de ferro fundido e assentados nos intervalos em que a pressão estática excedia a quinze atmosferas.
A linha da adutora atravessava geografia acidentada entre vales sendo o mais profundo o do Rio Novo cujo thalweg se achava a 209 metros abaixo da represa.
Por esse motivo foram colocados em seu percurso 15 registros de descarga e 29 ventosas, das quais 14 com tubuluras de 60 milímetros assentadas sobre tês de aço ou ferro fundido, e 15 de formato menor, tubulura de 19 milímetros.A diferença do nível entre a saída d’água da caixa de areia e a sua entrada no reservatório é de 124 metros donde se conclui ser de 9 milímetros aproximadamente a perda de carga por metro.
Para evitarem- se os graves perigos que podiam provir da extraordinária pressão que sofria grande parte da canalização em carga estática, não assentaram um registro de parada em toda linha de adução.
A maior pressão dinâmica que realmente experimenta e que tinha lugar nas proximidades da fazenda do Capitão José Ferreira Campos não excedia a 15 e meia atmosferas, quando nesse ponto e em outros pontos também baixos foram empregados tubos que resistem a 25 atmosferas.
O reservatório de distribuição é ainda o mesmo e está hoje sob o domínio da COPASA, no alto do bairro de São José. Foi construído dentro das normas de solidez e em um belo edifício que hoje se apresenta com algumas modificações. Sua capacidade era de 250.000 litros e a população não sofria como não sofreu falta de água embora o reservatório fosse constituído de uma só cuba, isso por causa de três registros de manobra que isolava o reservatório da linha da adutora e ainda da rede de distribuição com ligação direta.
A extensão da rede de distribuição era de sete quilômetros com uma linha tronco de ferro fundido de 125 milímetros e seus ramais de ferro galvanizado calibre 4,3,2 polegadas, possuindo também registros de parada necessários nos pontos de bifurcação e ainda 26 bocas de incêndio ou de irrigação.
Havia também três sub ramais de uma, uma e meia e duas polegadas com extensão de um quilometro por meio de chafarizes, para abastecerem os subúrbios da cidade que em 1916 ainda não eram providos de água e esgoto.O sistema de esgotos na época estabelecido era denominado de “separador absoluto”, no qual os coletores recebiam os dejetos de proveniência humana, águas de uso doméstico etc..., sem nenhuma contribuição de águas pluviais.
O coletor geral tinha extensão total de 2.024 metros de diâmetro variando 0,30 mm a 0,15mm. Os coletores das ruas eram de 0,15 mm de diâmetro com uma extensão de 6.711 metros.
Os ramais domiciliares para as latrinas eram de 4 polegadas e se achavam completamente isolados de todos os outros coletores de águas servidas pelo sifão de caixa de gordura.
Existiam ainda em toda a rede de esgoto 109 poços de inspeção guardando entre si a distancia media de 66 metros e 23 aparelhos fluxíveis colocados nas cabeceiras dos esgotos.
Consistiam os aparelhos de um grande balde que recebia por determinado tempo água e quando cheio, automaticamente viravam, jogando a água contida, na rede de esgotos e exercendo dupla e importantíssima função de lavá-los e arejá-los.
Muitos canos e aparelhos descritos contidos nesta historia ainda podemos encontrar enterrados pelas ruas de nossa cidade. Recentemente em 2002 devido a um entupimento o povo são-joanense pode conhecer parte do sistema aqui implantado no período de 1912 a 1915, fato acontecido na rua Coronel José Dutra.Sobre os aparelhos que executavam a função de lavagem e arejamento em diversos pontos da cidade o Município ainda guarda totalmente intactos esses aparelhos, como por exemplo, em frente à Prefeitura Municipal no cruzamento das ruas Getulio Vargas - Comendador Francisco Ferreira e Governador Valadares, na confluência das ruas Professor Gabriel Archanjo de Mendonça e Visconde do Rio Branco e confluência das ruas Duque de Caxias e barão de São João entre outras, havendo possibilidade de todos eles ainda estarem em perfeito estado e todos os vinte e três instalados ainda estarem nos seus lugares de origem uma vez não se tem conhecimento de sua retirada em nenhuma ocasião. A Fundação Cultural São João Nepomuceno recentemente promoveu ampla divulgação do sistema aqui implantado, que seguiu os moldes do sistema implantado na cidade de Santos em São Paulo e, o Conselho do Patrimônio Cultural e Natural também fez incluir em ata o fato descrito, tendo ambos convidado a Universidade Federal de Juiz de Fora através do Setor de Arqueoastronomia e o MEA Museu de Arqueologia daquela instituição, que já realizou pesquisas arqueológicas no município tendo registrado três sítios arqueológicos, para conhecer a historia e verificar em “in loco” o que a historia nos relata em forma escrita e oral.A Fundação diante dos estudos acabou encontrando uma valiosa caderneta datada de 1916, que pertencia ao engenheiro Leopoldo Alves. Escreveu Leopoldo Alves na primeira pagina de sua caderneta: Contem as ligações da rede de esgotos da cidade de São João Nepomuceno e ainda abaixo finaliza: Notas transcriptas em julho de 1916 por e assina Leopoldo Alves. A caderneta é uma verdadeira relíquia e foi inventariada em livro próprio da Fundação Cultural uma vez é prova cabal do sistema de esgotos descrito acima e em São João Nepomuceno implantado. Após esta descoberta foi encontrado também a planta da construção de todo o saneamento básico acondicionada em um canudo de metal. Com estas ações damos passos largos, rumo a preservação histórica de nossa cidade uma vez registrado foi o Sitio Arqueológico Histórico Augusto Gloria Um sitio histórico em plena rua, o primeiro em uma cidade pequena de Minas Gerais e talvez do Brasil, levando a todos o conhecimento de um sistema quem sabe completamente desconhecido para muitos, implantado em apenas duas cidades brasileiras.
Pois bem meus prezados como vocês podem aquilatar as preciosidades possuem quase cem anos e o alerta aos Vereadores era para que os mesmos tomassem conhecimento da historia e do registro daquele Sítio Arqueológico Histórico junto ao IPHAM, já que votariam sobre a construção e reparação da rede de esgotos a cidade, pela COPASA no dia 16 de novembro.

Como já disse, fomos à reunião e durante o desenrolar da mesma esperamos ansiosos o Presidente Sebastião Carlos Barbosa ler o oficio que enviamos, mas nada, a reunião foi encerrada e nada foi lido. Um total descaso, desconsideração, desprezo, desapreço, irreflexão.

Não ficamos quietos e então manifestamos nossa indignação a muitos dos presentes, como ao próprio Presidente, pela sua atitude de descaso e desrespeito, com um cidadão são-joanense, que há muito vem lutando pela construção da historia de São João Nepomuceno, como divulgando-a sob todos os aspectos e meios, como ainda uma grande falta de deferência com os seus colegas vereadores, impossibilitando-os conhecer a historia e pormenores da mesma.

Não pensem que busco com isso gloria, jamais intentaria coisa igual, pois conheci alguém maior e só Ele é digno de honra e toda gloria, pois é o Salvador do mundo, aquele que veio para salvar os doentes e cativos, JESUS CRISTO meu Senhor e meu Rei.

Desejo apenas que ao nosso povo seja dado conhecer a sua rica historia, que fatos como este não venham acontecer e, que principalmente não seja a autoridade de um poder, o Legislativo, o instrumento a obstar o conhecimento e o acesso a cultura, que desta feita foi claramente renegada, como também o amplo direito de todo cidadão.

Lamentável meus prezados, lastimável mesmo, principalmente para mim, porque veio de um amigo a quem muito prezo, e é nessa condição de amigo, que me acho no direito de reprová-lo, mas que estejam certos, que nunca deixarei de elogiá-lo quando necessário for, e quando fizer jus, a elogios, como já me manifestei por diversas vezes nesse sentido.

Estejam certos de que não sou um amigo de hoje, sou amigo de há muito, quando ainda tínhamos cabelos escuros e nossos sonhos era bem superiores às mazelas políticas.
Até a proxima.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

CÂMARA MUNICIPAL ARDE EM NOITE DE VOTAÇÃO POLEMICA:

Por José Carlos Barroso

Acabo de chegar de uma reunião extraordinária do Legislativo Municipal de São João Nepomuceno, e em pauta a votação da autorização do Legislativo para que o Executivo possa celebrar convenio entre o Município de São João Nepomuceno e a COPASA, que em síntese e, entre outras questões de mérito, oneraria o orçamento familiar, principalmente daqueles que sobrevivem com parcos recursos, com um aumento a principio em torno de 40% sobre o cobrado nas contas de água, desta feita pelo esgoto.
Uma tarifa injusta e inconstitucional, da forma como proposta, como é absolutamente absurda, já que antes mesmo do serviço implantado estaríamos pagando por ele.
Mas deixo aqui como cidadão são-joanense às impressões colhidas em especial em uma votação polemica, mas de suma importância para o povo já que à distância sentíamos, como víamos fecundar no útero da inconstitucionalidade um projeto de lei que sinceramente lamentamos a posição dos que o defendem, embora respeitemos a posição de cada um, já que partimos do principio que vivemos em um estado democrático de direito, e por assim ser a manifestação de nosso posicionamento não pode ser encarada como ato de rebeldia, de aferro, de oposição a quem quer que seja.Estamos sim do lado da seriedade com a coisa pública, do lado do povo, esse sofredor que na grande maioria, luta tenazmente para proporcionar a sua família moradia e, alimentação digna.
Vejamos então:
Para começar de um lado postado estava o movimento dos Vereadores, formados pelos seguintes edis: Irio Henriques, Antonio Braz, Francisco, Professor Rodrigo, e Edson Silva, que chamaremos de “ANTIPATICOS” a causa de se taxar um serviço, ainda não prestado pela COPASA, mas que aos nossos olhos são responsáveis e coesos, seria o grupo dos coerentes, com posições firmes, calcadas em leis e em opiniões mais técnicas, onde predominou o discurso, mesmo que inflamado, mas bem equilibrado, como bem articulado, mostrando maturidade legislativa pelo conhecimento da matéria, olhando principalmente os interesses do povo, aquele a quem como representante devem eles satisfações e prestações de contas, sem nenhuma demagogia.
Do outro lado, vimos o grupo dos “SIMPATICOS” formados pelos seguintes edis: Doutor Santos, Doutor Biel, e Sibéria todos simpáticos a causa de se taxar um serviço, ainda não prestado pela COPASA, e embora também observássemos um grupo coeso, o mesmo também se postou com posições firmes, algumas até com opiniões técnicas, certamente assimiladas pelas diversas autoridades do assunto que já anteriormente discursaram em oportunidades outras, mas o que mais se viu foi o voto motivado pela ação coercitiva, onde o resultado não poderia ser outro, a não ser aquele de posicionamento no interesse claro de servir a dois senhores, ou seja, o executivo e o povo.
E foi ai, que falharam, com as máximas vênias, tentando dizer e fazendo - se entender de forma contrária, falavam das suas preocupações com a saúde da população principalmente, dando a entender que a posição mais acertada seria a da aprovação “às escuras” de algo que não sabem se quando der a luz, nascerá bonito ou feio, mesmo sabendo originário de um útero mais do que inconstitucional o que obviamente devem ter esquecido isto propositalmente.
O pior meus caros, é que tudo sobre um ar de petulância, de falta de apreço a intervenção do ilustre representante do Ministério Publico, que se manifestou publicamente em desfavor dada à inconstitucionalidade da matéria alçada àquela Casa de Leis, quando um dos SIMPATICOS disse: “essa questão de inconstitucionalidade deve ser julgada pela Justiça e, se o Promotor assim deseja, que interponha contra, porque eu sei que ele perderá esta questão”.
Naquele momento aquele vereador subestimava não só o Ministério Publico, mas também a todos os Vereadores e de forma mais gravosa a legislação, como implicitamente estava a dizer que era desnecessário a Comissão Legislativa de Constituição e Redação, na Câmara.
Observamos ainda que esse mesmo grupo pecou mais pela sofisma formal, quando tentaram levar a platéia (composta lamentavelmente de poucas pessoas) e a seus pares, ao caminho de um raciocínio, que foi invalidado pela aplicação incorreta das regras de inferência.
Definitivamente e contrapondo é inconcebível, que esperavam eles derribar possíveis votos contrários ao projeto, e assim conquistá-los à causa que defendiam, que ao nosso ver, e salvo melhor juízo e jamais “Juiz” era de dar dó, pois ninguém em sã consciência votaria contrário a um projeto que trata além da nobre causa da preservação do meio ambiente também a mais nobre delas, ou seja, a da saúde do povo.
Resultado final, cinco votos contra a lei e três a favor, já que o presidente só vota em caso de empate, por conseguinte o projeto foi REJEITADO ganhando não os “ANTIPATICOS”, mas o povo, então os nossos parabéns, pois a vitória é sua e a luta é nossa.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ASSASSINADO PELO INIMIGO:

Por José Carlos Barroso
Segundo o noticiário de hoje, um homem foi esfaqueado no pescoço e morto, e outro foi esfaqueado no abdômen, virilha e na perna, tendo sido submetido a uma cirurgia estando internado em um hospital da região. Tudo isso aconteceu na madrugada de hoje em Sapucaia do Sul (RS).
Disse a Polícia Civil, que três membros da igreja Deus é Amor estavam em um local conhecido como Morro de Sapucaia, fazendo orações, quando viram um grupo de cinco umbandistas acendendo velas.
Dois dos evangélicos foram em direção ao grupo de umbanda para, segundo a polícia, repreendê-los, mas preferimos pensar que foram pregar o evangelho àqueles ímpios.
Quanto ao terceiro membro da Deus é Amor esse ficou à distância, vendo a confusão, de acordo com a polícia. O grupo de umbanda conseguiu fugir em um carro. O local, segundo a polícia, é ermo e mal iluminado. Contudo ninguém foi preso.
Entendo amados, que os irmãos membros da Deus é Amor, não usaram de sabedoria sendo estultos perante a presença do inimigo, já que nossa luta não é contra a carne e sangue e sim contra as potestades. Vejamos: Ef.6. 12 pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes.
Existem pessoas que não querem receber aquilo que é santo, e assim aconteceu com Jesus até mesmo na hora nona de sua morte, no Golgota, igualmente um monte, quando os soldados escarneciam do santo dos santos.
Mas foi o próprio Cristo que nos ensina como agir em Mateus 7.6. Vejam amados: Mt 7. 6 Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem.
Não é prudente que assim passemos a andar é perigoso e sem proporções as investidas do demônio.
Que Deus nos proteja do mal do mundo, em nome de Jesus. Vigiemos e oremos.

E SE O TITIRICA NÃO FOR EMPOSSADO?


Por José Carlos Barroso

A frase de todos os dias, que sucederam as eleições de outubro 2010 era a seguinte: Se o TIRIRICA não for empossado, continuaremos “sem saber” o que faz um Deputado Federal.
Pois bem, depois de muito disse me disse, de polemica em cima de polêmica, nos vem a confirmação:
Tiririca sabe ler e escrever.
Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, pode agora assumir o cargo, que legitimamente é seu ao receber nas urnas pelo Estado nada menos do que um milhão e trezentos mil votos, para Deputado Federal, já que teve êxito no teste de leitura e escrita feito nesta quinta-feira (11 de novembro de 2010) pela Justiça Eleitoral.
Walter de Almeira Guilherme, que é presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), disse que Tiririca fez um ditado tirado de um livro editado pelo tribunal: "Justiça Eleitoral, uma retrospectiva". A frase ditada foi extraída aleatoriamente de um livro da Justiça Eleitoral. "A promulgação do código eleitoral em fevereiro de 1932 trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral."
Ainda de acordo com o presidente do TRE-SP, Tiririca teve de ler uma notícia de jornal e fazer uma interpretação do que leu e escreveu. As manchetes foram "Procon manda fechar lojas que vendem produtos vencidos" e "O tributo final a Senna".
O presidente do TRE-SP, porém ponderou em sua entrevista, que a decisão sobre a diplomação de Tiririca caberá ao juiz Aloízio Silveira, da primeira zona eleitoral.
Pois é minha gente, tanta polêmica e sensacionalismo em torno de um suposto analfabetismo levantado pela revista Época, poucas semanas antes da eleição, e com a concordância de pessoas que trabalhavam e conviviam com ele, que queriam fama e notoriedade, para tudo morrer no nascedouro. Alias que belos amigos hein! Amigos assim ninguém precisa de inimigo!
Tiririca é um artista, meus prezados, e dos bons, já deu prova disso, pois com sua Florentina ...Florentina vendeu barbaridade e, é estrela da Rede Record de Televisão.
Tiririca só diz tolices ou faz papel ridículo, quando em cena representa um palhaço, vestido naquela grotesca roupa que compõe seu personagem, porém meus caros mostra agora porque recebeu essa chuva de votos, claro que não é pessoa sem importância, agora mostrou mais, mostrou competência e aprovado deve estar rindo, gargalhando mesmo daqueles que fizeram papel de palhaço, aduzindo a sua pessoa a condição de analfabeto.
Francisco Everardo, o Tiririca se recusou a fazer a perícia do documento, que apresentou no ato da sua candidatura, o que foi aceito pelo TRE-SP, já que ninguém é obrigado a produzir uma prova contra si mesmo. Vejam já de inicio mostrou sua astúcia e inteligência.
Depois deixou vir à tona os “achismos” dos invejosos, para depois dar o seu golpe mortal.
E assim o deputado federal Tiririca será diplomado. Parabéns nobre Deputado se ainda não tinha um diploma, porque lhe negaram esta condição, porque teve primeiro de trabalhar e passar fome, para depois chegar a vitória, agora já tem um de grande importância, ou seja, o de representante do povo paulistano.
Certamente lhe virão outros como, por exemplo, o de HONRA AO MÉRITO LEGISLATIVO por ter feito por merecê-lo antes mesmo de ser deputado.